
Do ATUAL
MANAUS – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) foi o único representante do Amazonas no Senado a votar contra o decreto de intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, assinado no domingo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois dos atos terroristas que destruíram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O decreto foi aprovado por ampla maioria, com apenas nove votos contrários, todos de senadores bolsonaristas, entre eles, Plínio e o filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro.
Nas redes sociais, Plínio Valério justificou o voto com um argumento rizível e, em parte, falso:
“Votei contra o decreto legislativo de intervenção no Distrito Federal, pois foi uma ação açodada por parte do governo. E além do mais, é inconstitucional pois não obedeceu os ritos legais da Constituição. Lugar de vândalos e bandidos é na cadeia! O que aconteceu em Brasília no domingo é inaceitável, mas não posso concordar com uma intervenção que não cumpriu os preceitos legais e por isso meu voto foi não”, escreveu o senador.
Em um vídeo que acompanha o texto, Valério diz que o decreto de Lula é inconstitucional porque o presidente não ouviu o Conselho da República e nem o Conselho de Defesa.
O senador também diz que Lula nomeou “um interventor que não entende de nada de segurança e sai prendendo todo mundo, querendo um culpado”. Segundo ele, o interventor Ricardo Cappelli está punindo inocentes ao manter centenas de pessoas em um ginásio em Brasília.
“E tem centenas de pessoas em um ginásio sem água, sem banheiro e sem comida. Senhoras de 80, de 70 anos, senhores também, então é por eles que eu estou votando contra”, disse Plínio Valério.
A afirmação de Plínio Valério é falsa. A Polícia Federal informou nesta terça-feira (10) que todas as pessoas detidas no ginásio “estão recebendo alimentação regular, hidratação e atendimento médico, quando necessário”. A PF também informou, em nota, que idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e mães acompanhadas de crianças foram liberados”.
“E não adianta depois querer pregar lá no Amazonas que eu sou favorável à bagunça, pelo contrário, eu rupudio toda e qualquer violência”, disse o senador pelo Amazonas.
Abaixo a lista dos senadores aliados de Bolsonaro que votaram contra o decreto.
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Plínio Valério (PSDB-AM)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Eduardo Girão (Podemos-CE)
- Carlos Viana (PL-MG)
- Luis Carlos Heinze (PP-RS)
- Zequinha Marinho (PL-PA)
- Esperidião Amin (PP-SC)
