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Política

PGR defende rejeição de pedido de Bolsonaro para anular inelegibilidade

25 de abril de 2024 Política
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Denúncia de Bolsonaro tem sete inconsistências (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu contra inelegibilidade, mas PGR defende manter decisão (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Por Rayssa Motta, do Estadão Conteúdo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quinta-feira (25) que o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeite o recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar reverter sua inelegibilidade.

Bolsonaro foi condenado em junho do ano passado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por desacreditar as urnas eletrônicas em uma reunião com diplomatas no Palácio do Alvorada. Os ministros concluíram que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O argumento do Ministério Público é processual. O órgão afirma que, para atender ao recurso, seria necessário reabrir a análise de provas do processo, o que na avaliação da Procuradoria desborda a competência do STF.

“Reavaliar o juízo efetuado pelo TSE sobre o dano causado à higidez do processo na conduta perpetrada pelo recorrente envolve necessariamente reconstruir fatos relevantes, tarefa imprópria à instância extraordinária”, diz o parecer assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa.

O relator do recurso é o ministro Cristiano Zanin. A defesa de Bolsonaro pediu a redistribuição do caso, porque, antes de assumir a cadeira no STF, o ministro foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atuou em processos contra o ex-presidente nas eleições de 2022.

A PGR não vê razão de impedimento: “As alegações da defesa de existência de impedimento do ministro relator foram apresentadas de forma genérica e com viés subjetivo”.

O ex-presidente recorreu primeiro ao TSE, que manteve a condenação. O recurso no Supremo Tribunal Federal é a última chance de anular o julgamento. A perspectiva de vitória, no entanto, é considerada remota.

Dois ministros que votaram para cassar seus direitos políticos – Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes – compõem também o plenário do STF. Além disso, historicamente, o Supremo tem sido deferente aos julgamentos da Justiça Eleitoral.

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Assuntos inelegibilidade, Jair Bolsonaro, STF
Cleber Oliveira 25 de abril de 2024
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