O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Sem categoria

Petrobras – equívocos de uma paixão coletiva

13 de maio de 2014 Sem categoria
Compartilhar

Final dos anos 40 do século XX. A década já estava marcada pelo fim da II Guerra Mundial e a queda da ditadura do Estado Novo comandada por Getúlio Vargas. Tinha início o movimento nacionalista em favor da exploração do petróleo, bandeira levantada pelo escritor Monteiro Lobato desde os anos 1930. Sob o Lema “O petróleo é nosso”, a campanha atraiu importantes lideranças da época, entre as quais, destacavam-se os generais Leônidas Cardoso (pai do ex-presidente FHC), Júlio Caetano Horta Barbosa e o próprio Monteiro Lobato, o maior de todos. O petróleo é estratégico para o país, diziam.

Muito importante foi o apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade que à época, com a independência que não tem hoje, incendiada pela força da juventude estudantil defendia todas as causas que entendia do interesse nacional.

O movimento ganhou a simpatia da população, transformou-se numa paixão nacional e atingiu seu objetivo com a festejada criação da Petrobras em outubro de 1953. Pronto! Agora o nosso petróleo estava livre dos “imperialistas”- palavra gancho de muitos chavões, posteriormente repetidos por mim e tantos outros companheiros, muitos dos quais, traídos pela ingenuidade da metade da adolescência daquele início dos anos 60, sequer sabiam do que se tratava.

Foi nesse caldeirão de paixões, que a nossa libertadora Petrobrás foi recebida. Como presente de boas vindas, ganhou todas as reservas petrolíferas do nosso subsolo, sobre o que passou a mandar e desmandar. Não poderia ser diferente, afinal, se o petróleo já era nosso, nada mais lógico do que entregar a ela a administração das reservas.

O lema agora era: “A Petrobras é patrimônio do povo brasileiro”. Embotado pela paixão, o “cérebro coletivo” não percebeu que o lema não expressava o que acontecia na vida real. A Petrobras nasceu sob o arcabouço jurídico das sociedades por ações, única fórmula de conseguir o capital que o País não tinha para tocá-la. Dentro desse regime societário, qualquer cidadão poderia tornar-se proprietário de parte da nova empresa, desde que comprasse suas ações.

E foi o que aconteceu. Valendo-se dessa prerrogativa, ironicamente, os condenáveis “imperialistas”, (horror daquela época), também, compraram ações e se tornaram, de forma consentida, donos de parte do empreendimento, o que, diga-se de passagem, foi fundamental para o desenvolvimento do negócio.

De outra forma não seria possível os intensos investimentos que exigia a atividade. Com isso, a empresa se consolidou e, reconhecida pelo mercado como modelo de eficiência, tornou-se a “joia da coroa”. Chegou a ser a quarta mais importante do setor no ranking mundial. Era referência como modelo de gestão, que parece não ter sido respeitado nos últimos anos. Haja vista os resultados: despencou em vertiginosa queda livre e está na centésima vigésima posição. Perdeu todas as elogiosas referências que tinha. Há muito a explicar.

Do ponto de vista da estrutura do capital, historicamente, não mudou muito. A União participa hoje diretamente com 32,20% do capital e os estrangeiros a superam com 39,5%. As ações restantes estão nas mãos de pessoas físicas e jurídicas do Brasil.

Mesmo sem ser propósito entrar no complicado detalhe da legislação das sociedades por ação é bom esclarecer: “Por que tendo participação menor a União é quem, efetivamente, manda na Petrobras”? Trata-se de um artifício. O capital é dividido em ações ordinárias e preferenciais. As ordinárias são as únicas ações com direito a voto e quem detém mais de 50% delas domina a empresa. Todas as ações dessa classe estão nas mãos da União. Explicado.

Diante da realidade dos números fica exposto o primeiro grande equívoco. A Petrobras não é do povo brasileiro como nos ilude o forte apelo do lema. O cenário real indica que, teoricamente, apenas a terceira parte, (participação da União), por tabela, seria do povo.

O segundo grande equívoco está relacionado à questão estratégica. A campanha “O petróleo é nosso” era corretamente sustentada pela importância do petróleo como elemento estratégico ao desenvolvimento e à soberania do País, razões mais que suficientes para exacerbar o nacionalismo e repudiar com veemência eventuais ameaças.

Acontece que, por ignorância ou esperteza, natural ou planejada, essa condição estratégica que era do petróleo, portanto do subsolo foi transferida à Petrobras, que, indevidamente, virou item da soberania nacional.

Esses dois grandes equívocos tiveram a capacidade de tirar o foco do real para concentrá-lo no imaginário, pois, nem o povo é dono da Petrobrás e nem a Petrobrás é estratégica para o Brasil. Extrair petróleo e refiná-lo, qualquer empresa do ramo pode fazer. Estratégicas são as nossas reservas, o subsolo, onde está uma fabulosa riqueza mineral.

Essa posição ficou mais clara com a quebra do monopólio do petróleo em 2005, extraordinária ação em favor do Brasil, onde ficou evidenciada a condição da Petrobras, não mais como empresa estratégica. Não poderia ser diferente, pois, a sua própria composição acionária, como se viu, é incompatível com uma função estratégia exclusiva de Estado e não de Governo.  Não foi outra a intenção da legislação que criou as Agências Reguladoras na segunda metade dos anos 1990. Elas nasceram com a necessária independência, portanto, blindadas contra ingerências de governos e de partidos. Atenderiam, exclusivamente, às politicas de Estado.

Infelizmente essa posição não convinha à sanha controladora dos governos subsequentes e tudo foi para as calendas gregas. Lamentavelmente.

Está tudo muito claro. A Petrobras, a quem dedicamos tanto amor, não passa de um instrumento de poder. Lembremo-nos, pois, do alerta dos filósofos: “O amor é um sentimento que se impõe às pessoas”. Livremo-nos do que ainda resta desse sentimento pela Petrobras. Ela nos foi imposta e não faz o menor sentido hoje. Ela não nos pertence. É de governos e dos partidos, que fazem dela o que bem entendem. Voltemo-nos para o nosso rico subsolo, esse sim, de propriedade do povo brasileiro. Defendê-lo é obrigação de todos nós.

E o que fazer com a Petrobras? A moral, atividade inteligente do ser humano, exige sua privatização. Salvo se for possível encontrar respostas convincentes à pergunta: “De quais benefícios produzidos pela Petrobras, efetivamente, o povo se apropria”? Afinal, os equívocos das paixões coletivas têm nos levado a fraudes e prejuízos extraordinários.

Francisco R. Cruz (maio 2014) – [email protected]

Notícias relacionadas

Homem morre e dois ficam feridos após caminhonete cair em barranco no AM

Manaus: Livro discute impacto das tecnologias no Direito brasileiro

TSE mantém condenação do ex-deputado Hildebrando Pascoal por crimes eleitorais em 1998

Máscaras da folia

Brasil registrou 84 mil desaparecidos em 2025; média de 232 por dia

Valmir Lima 13 de maio de 2014
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Política

Augusto Cury diz que Lula ‘vai destruir’ Flávio Bolsonaro no 2º turno

22 de setembro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro é um rapaz muito novo para ter um currículo tão podre, diz Haddad

22 de setembro de 2026
Flávio Bolsonaro recusou-se a falar sobre apoio ao fim da jornada 6x1 (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Política

Flávio aciona TSE contra Lula por promessa de canetas emagrecedoras

22 de setembro de 2026
Política

Pai de Vorcaro pede soltura a Mendonça com apelo religioso e diz que filho o rejeitava

22 de setembro de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?