
Do ATUAL
MANAUS – De 943 entrevistados, 46% pretendem trabalhar no Festival Folclórico de Parintins em junho deste ano. Desses, 28% vão exclusivamente para gerar renda extra e 18% para conciliar trabalho e diversão.
Os dados são de pesquisa da Serasa Experian e do Instituto Opinion Box e foram apresentados na manhã desta quarta-feira (27) em Manaus. A coleta de informações ocorreu entre março e abril deste ano em todo as regiões do país, mas 75% são da Região Norte.
Segundo Aline Vieira, profissional de educação financeira da Serasa, a finalidade do estudo é entender o impacto do festival na economia da ilha. Ela disse que a festa dos bumbás exige planejamento antecipado.
Dos que vão a Parintins para trabalhar, 66% terão a primeira experiência profissional no festival. Outros 19%trabalharam em edições anteriores de forma pontual e 15% trabalham todos os anos.
Para 36%, o trabalho é um complemento da renda. Outros 34% querem ganhar dinheiro para pagar dívidas e limpar o nome. Guardar o dinheiro em poupança é o objetivo de 28%. Também pagar uma dívida específica é a meta de outros 28%.
A maioria do trabalho no Festival de Parintins é na venda de comida (31% vão atuar nesse segmento). O trabalho temporário em estabelecimentos como restaurantes, hotéis e transporte será a ocupação de 25%. Outros 15% vão trabalhar com redes sociais e influência digital. A venda de artesanato é a meta de 13%. E 7% vai auxiliar visitantes como guias turísticos.
“Parintins é uma indústria cultural, as pessoas se planejam para aumentar a capacidade de atendimento dos restaurantes e das casas alugadas, muitas vezes com reformas e ampliações ao longo do ano”, diz o cantor e compositor Herland de Souza, o Prince do Caprichoso.
João Paulo Faria, o amo do boi Garantido, afirma que “a cidade não vive só dos três dias principais, mas quanto mais perto o festival chega mais os eventos vão crescendo e muita gente começa a fazer caixa antes”.
Ambos destacam que aluguel de casas, vendas por ambulantes, transporte e restaurantes sustentam uma economia que vai muito além dos dias oficiais do evento.
A Serasa ouviu também pessoas que pretendem ir ao festival apenas para curtir a festa. A experiência cultural foi citada por 54%. Outros 45% disseram que pretendem gastar acima de R$ 1 mil. O principal gasto é com alimentação e bebidas (34%).
A pesquisa conclui que o Festival de Parintins funciona como um ecossistema econômico contínuo, movimentando renda, turismo e consumo ao longo de todo o ano.
