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Política

Pelo Twitter, Secom traduz errado o inglês em ataque a The Economist

7 de junho de 2021 Política
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Capa da revista The Economist: Cristo Redentor com oxigênio (Foto: The Economist/Reprodução)
Capa da revista The Economist incomodou o governo Bolsonaro (Foto: The Economist/Reprodução)
Por Cristina Camargo, da Folhapress

SÃO PAULO – Em uma sequência de 23 tuítes neste domingo, 6, a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) atacou a revista The Economist após a reportagem especial “É hora de ir embora”, sobre o Brasil, com dez páginas que abordam temas como economia, corrupção, Amazônia e as perspectivas para o país.

Uma das críticas traduziu incorretamente termo da revista britânica. A Secom afirma que a The Economist defendeu a eliminação do presidente. A frase correta é “a prioridade é derrotá-lo nas urnas” e não “a prioridade é eliminá-lo”.

“Estaria o artigo fazendo uma assustadora apologia ao homicídio do presidente?”, pergunta um dos tuítes da Secom, o de número 14. A Secom do governo de Jair Bolsonaro acusa a revista britânica de produzir uma narrativa “falaciosa, histriônica e exagerada”.

“A revista The Economist enterra a ética jornalística e extrapola todos os limites do debate público”, diz o primeiro tuíte. “Com o objetivo de atacar o presidente da República e influenciar os rumos políticos do Brasil, destila uma retórica de torcida organizada e acaba, na verdade, atacando o intenso trabalho do governo do Brasil, a autonomia da nação brasileira e os brasileiros como um todo”.

Em um dos trechos do caderno especial, a revista afirma que é preciso realizar reformas, combater a corrupção e defender a Amazônia, “mas será difícil mudar o rumo enquanto Bolsonaro for presidente. A prioridade mais urgente é tirá-lo pelo voto”.

A longa resposta do governo é baseada na constatação da publicação da revista sobre as dificuldades para o país caso Bolsonaro seja reeleito. “Do que está falando The Economist? Que curso gostariam de mudar ?””, pergunta a Secom, para em seguida listar medidas adotadas pelo governo durante a pandemia da Covid-19.

São citados na sequência de tuítes o estado de emergência em saúde pública “antes mesmo de a OMS decretar pandemia”, investimentos no combate à Covid-19, vacinação da população, auxílio emergencial, crescimento do PIB e até mesmo geração de empregos.

“Claro está que, com sua retórica insana, a revista busca desmerecer todo o incontestável trabalho de defesa da vida e de preservação do emprego, das liberdades e da dignidade dos brasileiros. Sob o disfarce de crítica ao presidente, a The Economist a taca a nação brasileira”, diz a resposta.

Em um trecho da reação que repercutiu nas redes sociais, a Secom faz um resumo da “narrativa do texto” da revista. “O presidente seria um ditador que estaria matando o próprio povo; seus apoiadores estariam dispostos à guerra civil e o Exército estaria disposto a intervir caso o presidente perca as próximas eleições”.

Além de responder à revista, o governo Bolsonaro questiona supostas contradições no texto do caderno especial e acusa a revista de “panfletarismo juvenil” ao apontar o risco de devastação da Amazõnia.

“Em outras palavras: parece que o desespero da Economist e do jornalismo militante, antidemocrático e irresponsável é para que o presidente da República seja eliminado o quanto antes, antes que ele e seu governo concluam o excelente trabalho que fazem para o bem do Brasil”, finaliza a Secom.

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Assuntos The Economist
Cleber Oliveira 7 de junho de 2021
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