O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Parlamentares criam ‘factoides’ ao querer proibir shows de funk e rap

17 de fevereiro de 2025 Dia a Dia
Compartilhar
Funkeiro Oruam é alvo de projetos de lei contra o funk e o rap (Imagem: YouTube/Reprodução)
Funkeiro Oruam é alvo de projetos de lei contra o funk e o rap (Imagem: YouTube/Reprodução)
Por Milton Almeida, do ATUAL

MANAUS – Políticos de 12 capitais, a maioria dos partidos União Brasil e PL (Partido Liberal), apresentaram projetos de lei para proibir shows de artistas com músicas que fazem apologia ao consumo de drogas, ao sexo e ao crime organizado. São vereadores, deputados estaduais e federais, e um senador que defendem a proibição. Cantores de rap [Rhythm and Poetry – Ritmo e Poesia] e o funk são os alvos principais das ofensivas.

Para o sociólogo Luiz Nascimento, o fato de parlamentares de partidos da extrema-direita apresentem projetos de lei contra os estilos de música rap e funk demonstra que “não têm projeto para a sociedade” e é uma estratégia para criar medo e ódio na população.

“O problema está na escola, que não consegue alfabetizar a criança na idade certa. O problema está nas pessoas que não têm moradia, porque não têm uma política municipal e estadual de moradia. É um problema que tem sido assumido só pelo governo federal”, diz o sociólogo.

“A estratégia é criar factoides para que as pessoas se coloquem no lugar e digam ‘meu Deus, olha o perigo que é isso’. Se você pegar a história da música brasileira, você vai encontrar músicas sexualizadas e de cunho violento. O Roberto Carlos desejava que tudo vá para o inferno. Quero que você me aqueça no inverno”, complementa.

Leia mais: Oruam diz que projeto contra o funk ataca todos os artistas da cena

Para Luiz, os adolescentes conseguem discernir em que medida que aquelas músicas são ou não adequadas. “Olha as músicas do grupo É o Tcham, por exemplo. Ninguém se tornou um criminoso, ninguém se tornou um pederasta porque ouviu a música. Para concluir, ao mesmo tempo que eles querem proibir o funk e o rap, estão querendo anistia para favorecer pessoas que colocam bombas”, diz.

Para Samantha de Marilac, psicóloga e especialista em Teoria Cognitiva Comportamental, a proibição sozinha não resolve problemas. A solução principal é a informação de forma correta e imparcial.

“Vivemos em sociedade. E entendemos que por vários momentos os conservadores alegam que a imposição de valores, como família e religião, é o melhor para o convívio de forma satisfatória e correta da sociedade. Na atualidade, os pais estão se distanciando de seus filhos por conta de suas atividades laborais. O ideal é trabalhar em casa sobre as regras da família, o que os pais entendem o que é correto para aquele determinado grupo familiar. A partir do momento que se consegue trabalhar sobre essas regras, você consegue distinguir o que seria considerado uma música de boa ou má qualidade”, diz Marilac.

A psicóloga defende que a formação dos jovens deve ter a supervisão dos pais para que eles possam distinguir o lado ruim e bom do funk e do rap, ou entenderão que aquele estilo musical não lhes cabe.

“O proibido acaba se tornando interessante, desejável, e dependendo de como foi conversado tais questões no âmbito familiar, não é adequado dispensar a supervisão, por mais que nem sempre seja possível o impedimento de contato com esses artistas. A proibição nem sempre vai ser efetiva, mas a orientação e informação sempre precisam estar presentes”, diz Samantha.

Para Ivânia Vieira, doutora em Processos Socioculturais e especialista em Educação e Cultura, e professora da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), o fato de parlamentares apresentarem projetos de lei criminalizando artistas não é uma coincidência.

Leia mais: Vereadora denuncia rapper por ameaças após apresentar projeto de lei

Para Ivânia, existe no Brasil uma “gestão nacionalizada” ligada a um projeto de “poder parido da junção de líderes” da política, da religião e de organizações sociais, que têm como elementos comuns o conservadorismo e a radicalização da moral e dos costumes, uma “tendência da direita no Brasil”, conectada com outras regiões do mundo.

“Parlamentares têm, como representantes da população, verificar as áreas de risco onde vivem e morrem milhares famílias, as condições de saúde, do acesso à educação, dos transportes públicos, da segurança pública ou da criação e defesa de áreas verdes nas cidades, na melhoria do IDH (Índice do Desenvolvimento Humano) desses lugares”, diz Vieira.

Para a professora, as barreiras que existem no mundo não são somente as econômicas e as geográficas, mas também no pensamento, na forma de expressar-se, no sentir e na maneira de transformar o mundo, que são “reduzidas ao silêncio ou à deformação”.

“Enfim, quando se dedicam (os parlamentares) a instituir meios para censurar e perseguir a arte e artistas, prestam-se a um desserviço perigoso que pode empurrar o Brasil a um gueto e a uma estrutura pública de perseguição. Esses legisladores colocam-se como arautos da moral e da honra, e ao lado dos que historicamente criminalizam as artes da periferia socioeconômica”, afirma.

Notícias relacionadas

#SouManaus terá 14 artistas nacionais; saiba as atrações do festival

MEC reconhecerá instituições que combatem violência de gênero

Capes oferece 4.143 vagas de mestrado a professores da rede pública

Beneficiários de programas sociais são bloqueados em sites de apostas

Motociclista morre ao colidir com muro de condomínio em Manaus

Assuntos funk, manchete, Proibição, projetos de lei, rap
Milton Almeida 17 de fevereiro de 2025
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Variedades

#SouManaus terá 14 artistas nacionais; saiba as atrações do festival

24 de agosto de 2026
Candidaturas de negros são quase a metade dos candidatos nas Elições 2026 (Imagem ilustrativa gerada por IA/Google)
Política

Homens dominam candidaturas e negros são 49,64% dos candidatos

24 de agosto de 2026
mulheres protesto
Política

Cota de 30% não basta e candidaturas femininas precisam ser efetivas

23 de agosto de 2026
Orla do Rio Negro no Centro de Manaus: calor intenso (Foto: Valter Calheiros/AM ATUAL)
Dia a Dia

Índice de calor: Manauara sente na pele os efeitos do ‘mormaço’

22 de agosto de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?