O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual


Follow Up

Paraguai, do contrabando à maquilagem

14 de outubro de 2016 Follow Up
Compartilhar

Já se passaram 150 anos do início da Guerra do Paraguai (1864-1870) e ainda há controvérsia entre historiadores sobre os motivos que levaram o ditador paraguaio Francisco Solano López a dar início ao maior conflito armado da América Latina. O Paraguai lutou contra a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) e acabou derrotado. Até hoje o país não se recuperou plenamente das consequências da guerra. Na semana passada, o noticiário global trouxe a atualização do número de empresas de capital brasileiro – são quase 100, há um ano eram 20 – que já desfrutam das vantagens que o Governo Paraguaio com a Lei de Maquila. Os principais benefícios são tributários. O artigo 29 da Lei Paraguaia nº 1064/2000, as empresas estrangeiras instaladas no Paraguai sob contrato de Maquila estão sujeitas a um imposto único de apenas 1% sobre as mercadorias manufaturadas que deixam o país, enquanto as operações sob a Lei de Maquila estarão isentas de tributos nacionais, estaduais ou municipais. São apenas 384 horas para atender a sanha tributária enquanto no Brasil, gastam-se 2,6 mil horas de trabalho. E os encargos trabalhistas daquele país vizinho são substantivamente menores. Enquanto isso, pela Ponte da Amizade, o contrabando de mercadorias é responsável por tirar cerca de R$ 100 bilhões do mercado formal brasileiro todos os anos, desconstruindo as indústrias que aqui ficam. Parece tudo uma brincadeira, de extremo mau-gosto, e por falar em brincar, fundada e m 1937, a Estrela, uma das mais tradicionais indústrias de brinquedos do Brasil, não resistiu aos custos e resolveu abrir fábricas no Paraguai. O motivo, segundo o presidente da empresa, Carlos Tilkian, foi fugir dos impostos e das leis trabalhistas do Brasil, que, segundo ele, aumentam o custo de produção. O Brasil pôs o foco nos programas sociais e passou a punir quem oferece empregos à sociedade.

A pirataria e a desintegração setorial

O conselheiro do CIEAM, Amauri Blanco, líder empresarial do setor de CDs e DVDs, ao comentar os efeitos da Lei da Maquilagem, que já teve até a simpatia de agentes do governo, mostrando as vantagens da migração para o Paraguai, lembrou a onda predatória que atingiu a indústria da Zona Franca de Manaus, num passado recente, e que levou a nocaute diversos segmentos, cujos produtos aqui fabricados sucumbiram à concorrência desleal com os similares vindos do Paraguai, com preços absolutamente incompatíveis com os itens “Made in ZFM”. Em nada resultaram as denúncias, insistentemente e fartamente protocoladas nos Órgãos do Governo Federal, as campanhas de destruição de produtos piratas… A indústria da pirataria foi dizimando toda a produção nacional de diversos itens eletroeletrônicos. Seria importante quantificar o dano, avaliar as sequelas de mercado e apontar as consequências de uma política industrial capenga, desconectada entre as plantas industriais do país. Segundo o empresário, é emblemático o exemplo de um fabricante que possuía 32 injetoras de CDs e DVDs graváveis, e que viu seus prejuízos aviltarem à medida que um produto lhe custava algo em torno de US$ 0,17 a 0,25 ser admitido no país por US$ 0,03/0,04. A apologia da pirataria mostrou quão importante foi o Paraguai neste processo de canibalização, baseado na diversidade de produtos que entram nestas condições desleais em nosso país. Foram sacrificados 6 mil trabalhadores das empresas do setor de mídias virgens (CDs, DVDs e Blue Ray) do Polo Industrial de Manaus com a aprovação da Emenda Constitucional Nº 98/2007, também chamado de PEC da Música, uma iniciativa atrapalhada para, oficialmente, combater a pirataria, mas na verdade imposta para usurpar o segmento da ZFM, segundo a direção do Sindicato dos Meios Magnéticos e Fotográficos do Amazonas que se articulou com a Fieam e o Cieam para brecar o projeto ou pelo menos promover modificações para resguardar empregos. O peso político venceu e a indústria dos CDs e DVDs migrou da Zona Franca de Manaus para regiões mais ricas do país. Entraram jardim a dentro, destruíram as flores e já preparam, diante de nossa passividade, agressões mais ostensivas a legalidade da ZFM.

Razões do esvaziamento

Corremos sério risco de ver a canibalização da indústria brasileira em geral e da ZFM em particular se algumas ações não forem assumidas com a máxima prontidão. Nossa indústria jamais será competitiva com o estado deplorável da infraestrutura brasileira, particularmente na área de transportes e logística. Isso é particularmente importante em função das dimensões continentais do país. A infraestrutura de transportes e logística deficiente reduz não apenas a competitividade dos produtores brasileiros nos mercados globais, mas também o nível de integração entre as regiões do país, permitindo que persistam amplas diferenças na produtividade e nos níveis de renda entre os estados. Segundo, o ambiente de negócios do Brasil sofre sob o peso de uma regulamentação excessiva. Por exemplo, são necessários 83,6 dias para abrir uma nova empresa no Brasil, o que pode ser feito em 6,3 dias no México e em 4 dias na República da Coreia. Como o custo para entrar em operação é elevado, o empreendedorismo é sufocado, e as empresas existentes têm uma vantagem em relação aos novos concorrentes. Terceiro, o Brasil também limita a concorrência externa e as oportunidades de aprendizado, mantendo uma das taxas mais altas de proteção efetiva entre os países de mercado emergente e industrializados. Em alguns setores, as altas tarifas sobre a importação de produtos intermediários e bens de capital representam uma taxa efetiva de proteção aos produtores locais na casa dos três dígitos. Essas considerações englobam uma avaliação recente do Banco Mundial, e explica porque registramos um PIB de menos três enquanto o Paraguai cravou um PIB de mais três por cento em 2015.

O clima, a contribuição da ZFM

Temos, no âmbito da ZFM, alguns ativos adicionais, além da expectativa de uma Política industrial inclusiva, que ponha esta economia no sumário do desenvolvimento pátrio. O Brasil, na principal moeda de troca do Acordo do Clima, se destaca por suas contribuições para atenuar as mudanças climáticas graças a seu estrondoso sucesso na redução do desflorestamento, o que transforma o país em um dos líderes nas negociações climáticas globais. Essa realização seria bem recebida em qualquer país, dado o tamanho do Brasil, ela tem significância global. Esse sucesso simboliza um esforço mais amplo da política de desenvolvimento do país na direção da proteção de seus recursos naturais e o reconhecimento das formas pelas quais ela afeta a subsistência e o bem-estar, particularmente das pessoas mais pobres. Após 1990, o Brasil emergiu como líder em novas tecnologias agrícolas, inclusive a agricultura de cultivo mínimo e a recente expansão de práticas agrícolas climaticamente inteligentes. Programas de regeneração de terras e reflorestamento foram implementados com sucesso em diversas regiões do país. O Brasil tem a ambição de demonstrar que sustentabilidade social e ambiental são complementares. Entretanto, continuam a existir muitos desafios para o Brasil. A gestão de recursos naturais, como terras e recursos hídricos, é ineficiente, com consequências negativas para as oportunidades econômicas e para a sustentabilidade. Apesar do aumento na produtividade agrícola, as diferenças de produtividade entre as fazendas continuam grandes, resultando na necessidade de que mais terra seja cultivada para compensar o baixo rendimento. Apesar de avanços significativos na vigilância e na fiscalização, a aquisição especulativa de terras continua a levar ao desmatamento ilegal e a conflitos, algumas vezes violentos, entre povos indígenas e madeireiros ilegais. Similarmente, no que tange a recursos hídricos, existe uma ampla variação na qualidade da gestão das águas nas várias localidades, além de um sério desequilíbrio norte-sul na captação e no uso da água. Todos esses dados, performances e lacunas, levam as lideranças da ZFM de um lado a exigir respeito a seu modelo, de outro a pleitear a aplicação de recursos pagos pela indústria para consolidar os acertos deste modelo e de sua efetiva contribuição com o clima, oportunidade única do país em fazer cumprir seu acordo com o clima é com seus cidadãos.

Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. [email protected]

Notícias relacionadas

Fieam vê riscos e Cieam aposta em efeito positivo do Mercosul–UE para o Polo Industrial de Manaus

Alfredo Lopes conta a história e os bastidores do Cieam na defesa da ZFM

Cieam cobra poder público por ações de infraestrutura no Amazonas

Fórum de ESG Amazônia debate a indústria sustentável em Manaus

Cieam homenageia lideres que atuaram na condução da reforma tributária

Assuntos Cieam, Follow Up
administrador 14 de outubro de 2016
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Economia

Fieam vê riscos e Cieam aposta em efeito positivo do Mercosul–UE para o Polo Industrial de Manaus

13 de janeiro de 2026
Alfredo Lopes
Economia

Alfredo Lopes conta a história e os bastidores do Cieam na defesa da ZFM

13 de agosto de 2025
Cieam com jornalistas
Expressão

Cieam cobra poder público por ações de infraestrutura no Amazonas

24 de julho de 2025
Fábricas no Distrito Industrial de Manaus: maior faturamento (Foto: Suframa/Divulgação)
Economia

Fórum de ESG Amazônia debate a indústria sustentável em Manaus

18 de março de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?