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O choro dos coreanos e o grande desafio do Brasil

1 de março de 2014 Sem categoria
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O choro dos coreanos: Esse é o título de uma matéria da VEJA de 26.02.2014 que me chamou a atenção. As pessoas por aqui pouco se importam com problemas no Oriente Médio, Coreia ou qualquer outro lugar do mundo. Afinal, que importância teria se o Irã, de repente, digamos resolvesse fechar o Estreito de Ormuz…?! Bom… De imediato, só todas as Bolsas de Valores em todo o mundo começariam a operar em forte queda (ou baixa)… Do Ocidente ao Oriente. Não! Eu não esqueci dos coreanos não… É que Política Internacional não é como a “Política PT”… Aquela enxurrada de escândalos que já estamos saturados… Aliás, por aqui tudo é assim. A vaca costuma ir para o brejo. Não a vaquinha do PT… Essa está bem, obrigada!

Mas, retomando o assunto, no complexo quebra-cabeças das Relações Internacionais, a segunda coisa que ocorreria lá pelas bandas do Estreito de Ormuz seria um ultimato de umas 24 horas, no máximo, dado pelos EUA ou logo de cara uma simples ordem de Obama faria uma chuva de mísseis Tomahawks, Siderwinders e Mavericks atingirem alvos no Irã e torpedos lançados de submarinos nucleares atingirem navios do Irã… Passaram-se só 24,15 horas… Seu gás de cozinha aumentaria de preço no dia seguinte! A gasolina e derivados, nem se fala. Mas, nós não temos nada com isso. No caso da Coreia, é complicado! Até da ISS dá para ver os contrastes! A guerra é a condição natural do homem, já disse… Esqueci! Mas, como falamos dos coreanos – nesse rodeio todo -, vamos lá…

A guerra separou famílias que irmãos e irmãs se encontraram agora. Foi a primeira, e provavelmente, a última vez que se viram em 61 anos! As futilidades do dia a dia são tantas nas redes sociais, que parece até que não falamos da mesma espécie biológica… O brasileiro é otimista, acha mesmo até que Deus é brasileiro e que por isso ele ou ela estão isentos do que acontece no resto do mundo. Quando a Selic sobe aqui, tem gente que acha que foi decisão da equipe econômica do Brasil, e não porque o Federal Reserve baixou os juros nos EUA…

O problema é que aqui muitas famílias já foram separadas pela necessidade, e nem houve guerra! Mas, mas… Com os políticos que temos à disposição, salvo raras exceções, no ritmo de crescimento econômico atual, vai levar ainda mais de 100 anos para termos uma boa qualidade de vida. E olha, essa previsão é do Banco Mundial, não é aquela do IBGE não! O grande desafio: Para se desenvolver o Brasil precisa melhorar a infraestrutura. Mas o investimento está abaixo da média mundial. A Consultoria Mckinsey[1] calculou que o Brasil teria que investir 5 trilhões de reais em 20 anos para tirar a diferença.

No ano passado, o Brasil investiu 100 bilhões de reais em infraestrutura, mas é preciso aumentar o valor para 240 bilhões ao ano e acumular 5 trilhões de reais até 2033! Será que conseguiremos?! Entendido já está: Até o “governo” já reconheceu que a infraestrutura só vai melhorar com a participação do setor privado. Resta criar o ambiente favorável para isso. O brasileiro ainda confunde dinheiro com riqueza. A parte da Economia que vai muito bem, obrigado, é o Agronegócio. Na parte que não depende do governo.

 


[1] http://www.mckinsey.com/ (Site oficial da Empresa) – https://www.facebook.com/mckinsey.

———————-
Antero Simões – facebook.com/antero.simoes.RI / twitter.com/AnteroSimoesRI

Mail: [email protected] / [email protected]

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Valmir Lima 1 de março de 2014
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