
BRASÍLIA – O anúncio da implantação de novos campi do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) traz oportunidades de formação técnica e superior para milhares de jovens no estado do Amazonas.
No mês de março deste ano, o Governo Lula anunciou a implantação de mais 100 novos campi de institutos federais (as antigas escolas técnicas) em todo Brasil.
Para a região Norte serão 12 unidades a mais e no Estado do Amazonas são duas novas, nos municípios de Manicoré e Santo Antonio do Iça. Serão construídos e instalados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
No Amazonas, o Ifam tem 17 unidades, sendo três em Manaus e em 14 municípios. E oferece cursos técnicos e profissionalizantes, cursos de faculdade, com graduação e também pós-graduação.
Enquanto no Governo Bolsonaro foram cortados todos os recursos de investimentos para os institutos federais, o Governo Lula agora alcança 702 unidades de institutos federais e a meta é chegar a 1.000, oferecendo educação pública gratuita de qualidade.
Por sua vez, em relação a novas universidades, o Governo Lula anunciou este mês de junho a construção de 10 novos campi federais de ensino, sendo que um deles será no Amazonas.
Com isso, o Alto Rio Negro receberá novo campus da Ufam, no município de São Gabriel da Cachoeira, com uma população de mais de 50 mil habitantes. Essa unidade da Ufam será um polo para indígenas da região, pois o município é composto predominantemente de população indígena de diversas etnias.
Esses investimentos na educação vão ampliar, não somente as oportunidades de formação superior para os jovens do estado, mas também criam condições melhores de desenvolvimento sustentável para o Amazonas.
Em relação aos povos indígenas, as novas unidades do Ifam e da Ufam vão proporcionar que jovens indígenas possam fazer curso técnico e faculdade no próprio município, não precisando mais se deslocar para Manaus ou outros municípios próximos.
Manaus tem hoje mais de 70 mil indígenas, segundo o Censo de 2022, do IBGE. Muitos vieram em busca de estudos e oportunidades.
Tem razão o presidente da República, quando diz que temos que apostar na educação e os recursos usados serem considerados investimentos e não apenas gastos, pois gasto é o recurso utilizado com cadeia, combate às drogas e o crime organizado. O lugar do jovem é na escola, na faculdade, é fazendo curso técnico, é ter oportunidade de trabalho.
E não há dúvidas: o caminho para o desenvolvimento do Amazonas e a Amazônia, passa pelo conhecimento. E os novos investimentos no Ifam e na Ufam são instrumentos para esse objetivo.
José Ricardo Wendling é formado em Economia e em Direito. Pós-graduado em Gerência Financeira Empresarial e em Metodologia de Ensino Superior. Atuou como consultor econômico e professor universitário. Foi vereador de Manaus (2005 a 2010), deputado estadual (2011 a 2018) e deputado federal (2019 a 2022). Atualmente está concluindo mestrado em Estado, Governo e Políticas Públicas, pela escola Latina-Americana de Ciências Sociais.
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