

Por Vivian Oliveira, da Redação
MANAUS – Apelidos ou identificação com a área de atuação são o apelo de candidatos para atrair a atenção do eleitor e, se possível, o voto. Os nomes são usados na urna eletrônica como marketing pessoal. Vários deles disputarão a eleição de outubro para deputado estadual ou federal. Dos 40 registros de nomes deste tipo, o ATUAL reuniu alguns entre engraçados e curiosos.
Os partidos DC (Democracia Cristã) e MDB (Movimento Democrático Brasileiro) lideram no ranking de candidatos com nomes inusitados, com seis registros cada, na disputa por vaga à Assembleia Legislativa do Estado. Entre eles estão “Botinho” (Sérgio Nunes de Souza – DC), “Papaléguas” (Elinaldo Estevam de Lima – DC) e “Socorro do Café” (Mª do Perpétuo Socorro Cardoso Almeida – MDB).
“Tânia Bancada da Causa Animal” (Tania Maria Mussa) concorre para deputada federal pelo Patritota. “Jô do Viver Melhor” (Josiane e Silva Passos) tenta vaga na Assembleia Legislativa do Estado pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro).
Do Pros (Partido Republicano da Ordem Social), o candidato Raimundo Costa de Oliveira aproveitou o sucesso da novela “Pantanal” e registrou seu nome nas urnas como “Velho do Rio do Lago Ubim”, para deputado federal. O candidato “Cearazin Semireza” (Cícero Pereira da Silva) e “Vovô Saúde” (Francisco Fama Holanda) disputam vaga para deputado estadual.
Entre os registros de candidatura do PL (Partido Liberal), Aldecira Carneiro da Silva é a “Pantera da Polícia Civil”; e Helderli Leão Alves é “Helda, a Mestiça”. Ambas concorrem ao cargo de deputada estadual.
O “Zé Gotinha da Floresta” é Sérgio dos Santos Silva e registrou candidatura para deputado estadual pelo partido Avante.
Para Helso Ribeiro, analista político e advogado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a democracia representativa no sistema proporcional, que elege deputados estaduais e federais, adota o voto em lista aberta e vale tudo para se autopromover.
“As pessoas botam apelidos, lembrancas e títulos, numa tentativa de juntar eleitores e simpatizantes. E muitas vezes, o eleitor escolhe um personagem e não uma proposta. Penso que só com muita evolução conseguiremos frear esse tipo de comportamento”, destaca.
Helso alerta também para a importância e seriedade do momento, que é a escolha dos representantes políticos para os próximos anos.
“Não estamos numa competição de nomes exóticos, mas na escolha de pessoas que vão nos representar. E não vai ser com um apelido engraçado que o eleitor irá, de fato, notar quais são as melhores propostas”, afirma.
