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Geral

‘Não é hora de colocar o pijama’, disse futuro ministro da Defesa em 2013

14 de novembro de 2018 Geral
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Cinco anos depois da cerimônia na ESG, Azevedo e Silva terá que deixar a confortável aposentadoria para assumir a missão mais importante da sua carreira (Foto: Reprodução/YouTube)

Por Sérgio Rangel, Da Folhapress

RIO DE JANEIRO – O anúncio do general Fernando Azevedo e Silva como ministro da Defesa fortalece o general Augusto Heleno no governo de Jair Bolsonaro. Os  dois são próximos e trabalharam juntos em entidades ligadas aos Jogos Olímpicos de 2016.

Azevedo e Silva era o presidente da APO (Autoridade Pública Olímpica), órgão que reunia as três esferas do poder na organização do evento.

Já Heleno foi chamado em 2011 por Carlos Arthur Nuzman para trabalhar no COB (Comitê Olímpico do Brasil). Lá, ele chegou a ser diretor de comunicação do comitê durante os Jogos. Heleno só deixou a entidade no mês em que Nuzman foi preso pela segunda vez no ano passado. O cartola é suspeito de integrar um esquema para a compra de votos na eleição que escolheu o Rio como sede dos Jogos de 2016.

Apesar de não se pronunciar oficialmente, Heleno travava dentro das forças armadas uma queda de braço para controlar o Ministério da Defesa, que inicialmente seria seu. Oficiais da Marinha reivindicavam o cargo.
Logo após a vitoria de Bolsonaro, Heleno foi nomeado para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que tem status de Ministério e ficou ainda mais próximo de Bolsonaro.

O novo ministro da Defesa ocupa atualmente o cargo de assessor de Dias Toffoli no STF.  Com Azevedo e Silva na defesa, ele ganha influência na outra pasta do governo.  Já Heleno é o militar com mais prestígio dentro do próximo governo. No dia da vitória, ele foi um dos mais festejados na casa de Bolsonaro, na Barra da TIjuca, zona oeste do Rio.

Azevedo e Silva tem uma longa trajetória no Exército. Na organização dos Jogos, ele comandou a APO, entidade que foi esvaziada antes da sua chegada. Lá, o general consegui definir a matriz de responsabilidade do evento. A conta saiu por mais de R$ 30 bilhões e definiu quanto cada governo desembolsaria do seu cofre.

Na sua posse, em novembro de 2013, ele abriu o seu discurso ao assumir o comando da APO mostrando que tinha ambição para degraus mais altos na hierarquia do Exército. “Não é hora de colocar o pijama ainda”, anunciou o general na ESG (Escola Superior de Guerra)..

Depois da APO, ele ainda chefiou o Comando Militar do Leste, o Estado Maior do Exército e entrou para a reserva neste ano. Cinco anos depois da cerimônia na ESG, Azevedo e Silva terá que deixar a confortável aposentadoria para assumir a missão mais importante da sua carreira.

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Assuntos Azevedo e Silva, Defesa, pijama
Redação 14 de novembro de 2018
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