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Follow Up

Mutirão de parcerias é a proposta da ABRH-AM

18 de fevereiro de 2016 Follow Up
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Entrevista com Katia Andrade

Katia Andrade

Nesta terça-feira, dia 16, assumiu a nova equipe responsável pela Associação Brasileira de Recursos Humanos-Amazonas, sob a batuta de Katia Andrade, pós-graduada em recursos humanos e pioneira na gestão de pessoas no setor produtivo da Zona Franca de Manaus. Com uma proposta focada em conectividade, inovação e pragmatismo, a nova presidente da ABRH-AM conta seus planos e convoca um mutirão de parcerias para o Amazonas fazer da crise um momento de grandes oportunidades. Confira.

Follow-Up – O que significa enfrentar mais uma crise econômica no modelo ZFM com as armas dos Recursos Humanos?

Katia Andrade: Nós, da ABRH, temos a absoluta convicção que tudo se dá, tudo se movimenta e se justifica, na origem, processo e destino, em função das pessoas. E quando levantamos a bandeira dos Recursos Humanos, num momento de adversidade econômica, o fazemos absolutamente convencidos de que a gestão de pessoas, para potencializar talentos, promover lideranças, reforçar competências… é sempre a melhor estratégia para encontrar saídas. E não há mágica nem mistério nisso. A solução se constrói sempre e, necessariamente, com as pessoas, dividindo e envolvendo a energia e a criatividade das saídas. Os momentos de crise, portanto, são os mais estimulantes e oportunos para criar soluções mais eficientes, portanto, mais duradouras.

FUp – São preocupantes os prognósticos deste e, provavelmente, do próximo ano. Como mobilizar e motivar as pessoas na direção da maior eficiência financeira e operacional?

KA – Nosso desafio é decodificar na interatividade transparente com os parceiros o sentido do conceito de produtividade e eficiência, seja no setor público ou privado, num momento de crise. Impõe-se uma postura pragmática. E isso significa planejar e ir além: EXECUTAR, AGIR, tirar os planos do imaginário, do papel, e fazê-lo com cautela, minimizando os riscos. E neste cenário, sair da inércia é fundamental!  E sair do lugar, quando se fala em gestão de pessoas, significa destacar a premissa da Inovação, afinal, a perenidade das empresas depende de resultados efetivos que estão atrelados diretamente à capacidade de inovar em um ambiente altamente volátil, incerto, complexo e ambíguo.

FUp – Gestão de pessoas, em momentos difíceis, se transforma, então, em caça aos talentos?

KA – Mais do que caça aos talentos, a palavra de ordem é caça de soluções. Talentos estão ao nosso redor, em cada uma das pessoas, e estes são os nossos desafios. Identificar, fomentar e promover a interatividade na atratividade de talentos, com engajamento e foco na execução de programas inovadores – trilhando caminhos ainda não percorridos. Esta é a pauta e o desafio. Cenários complexos podem trazer oportunidades de renovação e crescimento – Depende da nossa ATITUDE!  O que queremos protagonizar? Temos escolhas a fazer! A ABRH Amazonas escolhe AGIR e INTERAGIR, alicerçada em seus valores de postura ética e apartidária, de conectividade, de crescimento sustentável, de inclusão, colaboração e retorno à sociedade.

FUp – O que é o PPB da Fábrica de Soluções?

KA: Foi a expressão que criamos para dizer que estamos abertos às parcerias, estamos ávidos por companheiros genuínos nessa jornada! Só a soma de esforços e recursos nos fará transpor os desafios coletivos desse momento. Só assim iremos, juntos, construir um PPB da Fábrica de Soluções. Porque não vamos jogar a toalha, como diz o presidente Wilson Périco, pois, definitivamente, precisamos unir as lideranças institucionais, as capacidades intelectuais e as forças políticas do nosso Estado para elaborar, em conjunto, um projeto exequível com metas claras a curto, médio e longo prazo, no sentido de aproveitarmos todo o aprendizado com o modelo ZFM e avançarmos no desenvolvimento de novas matrizes econômicas, novos modelos da organização produtiva garantindo a perenidade do desenvolvimento da nossa região.

FUp – Como a ABRH Amazonas, sob sua gestão, pode ajudar a fazer a diferença, nesse momento de crise, de incertezas e indefinições?

KA – Vamos meditar sobre as origens da palavra CRISE. Os gregos usavam este termo para significar “separação”. O verbo respectivo significa, também, escolher, reparar, julgar. Portanto, a crise é um momento de reinvenção das oportunidades, propício para reparar erros, separar o joio do trigo e nos fazer crescer. E o prefixo KRI, da palavra CRISE, para os indianos, significa purificar, limpar, renovar. E me permito aqui relembrar a missão da ABRH-AM “Fomentar uma comunidade inovadora e colaborativa, que conecte diferentes atores do cenário de relações do trabalho, com o objetivo de difundir as melhores práticas em gestão de pessoas”. O protagonismo desta entidade, formada por um colegiado que trabalha na primeira do plural, se dá a partir e por causa das pessoas, que detém as saídas criativas, a otimização dos recursos, a racionalidade e a efetividade dos processos, a melhor rentabilidade dos investimentos. Aqui no Amazonas, o estado mais açoitado pelos equívocos e atropelos da gestão econômica inadequada, a ABRH tem um desafio mais instigante. Um desafio de separar o joio da ineficiência do trigo da purificação. E como se faz isso senão fomentando, de forma inovadora e colaborativa, a conexão de diferentes atores no cenário de relações do trabalho? É aqui que vão surgir as soluções criativas e reativas de enfrentamento das adversidades.

FUp: A receita, portanto, é conectividade, inovação e pragmatismo?

KA – Nossa expertise são os recursos humanos. Assim, nos apresentamos para discutir alternativas de enfrentamento dessa crise que tem impactado tão fortemente a nossa gente, nossos empregos, a rentabilidade de nossas empresas e a confiança dos investidores para a retomada do nosso crescimento. Percebam que estou insistindo neste sagrado pronome: NOSSO… sim, porque é NOSSO, nem só meu, nem só seu, não estamos e não precisamos estar a sós. É nosso o dever de reagir, de ir em frente e de desbravar novos caminhos. Vamos trabalhar, sim, em conexão, com inovação e pragmatismo! Não há outro jeito, nem caminhos pre-determinados. Fazemos e descobrimos, os caminhos juntos. Caminhando. Estas são, pois, as premissas, os compromissos e os pilares desta nova gestão da ABRH do Amazonas.

Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. 
Editor responsável: Alfredo MR Lopes. [email protected]

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