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zmanchete

MPF cobra de autoridades medidas para controlar população de urubus em Tefé

27 de julho de 2016 zmanchete
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Os urubus estão nas ruas e sobrevoam até o centro da cidade de Tefé, de acordo com o MPF (Foto: Divulgação)
Os urubus estão nas ruas e sobrevoam até o centro da cidade de Tefé, de acordo com o MPF (Foto: Divulgação)

Por Ana Carolina Barbosa, especial para o AMAZONAS ATUAL

MANAUS – O MPF (Ministério Público Federal) classificou a superlotação de urubus em Tefé (a 523 quilômetros de Manaus), presentes “diuturnamente” nas ruas da cidade, como uma praga urbana e instaurou inquérito civil para apurar as causas da presença de aves na localidade. O procedimento também tem o objetivo de cobrar das autoridades responsáveis nas três esferas (municipal, estadual e federal), medidas de controle da população de urubus no município. Se necessário, o órgão recorrerá à Justiça para garantir a efetivação das ações, evitando o agravamento do problema.

Em julho de 2006, a Justiça Federal, a pedido do MPF, fechou o aeroporto de Tefé, por conta do risco ocasionado pela presença de urubus no espaço aéreo, o que mostra que o problema ocorre há mais de uma década. À época, constatou-se que as aves sobrevoavam a cidade atrás do lixo produzido pelos moradores e descartado em um depósito de resíduos sólidos nas proximidades do aeroporto.

Na portaria n° 26, de 8 de julho deste ano, o procurador da República Eduardo Rodrigues Gonçalves ressalta que é notório que em Tefé “há grave problema devido a quantidade exorbitante de urubus, que inclusive dividem as ruas com moradores locais, sendo possível, diuturnamente, visualizar facilmente centenas de aves sobrevoando, por exemplo, o centro da cidade”.

Ele explica que o fato causa preocupação com a qualidade do meio ambiente e com a saúde dos moradores, que convivem diariamente com as aves. O procurador fixou prazo de um ano para a conclusão do inquérito. O prazo, no entanto, pode ser prorrogável pelo tempo que se fizer necessário.

Entre os órgãos oficiados do inquérito, está o Ministério do Meio Ambiente, que deverá informar as causas, bem como as consequências para a saúde humana, da quantidade excessiva de urubus no meio urbano. “Informe, ainda, se já trabalhou em caso análogo, com experiência bem sucedida, no controle populacional de urubus no meio urbano”.

O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente também foram citados, com a mesma finalidade. O procurador pediu que os órgãos enviem representantes ao município para constatar pessoalmente a situação e avaliarem quais medidas podem ser adotadas a curto, médio e longo prazos, visando ao controle populacional das aves. Ao município, caberá informar como está procedendo para resolver o problema.

Problema comum

A presença de urubus é comum em cidades do interior do Amazonas e já foi motivo de inquéritos dos órgãos de fiscalização, a exemplo do que ocorreu em Patinrins, distante 369 quilômetros da capital. Lá, urubus e outras espécies de pássaros chegam a comprometer a segurança do espaço aéreo. Em junho passado, uma ave se chocou com a hélice de uma aeronave da empresa MAP Linhas Aéreas, que havia pousado no município.

Há cinco anos, uma reportagem do jornal O Globo noticiou problemas com urubus no espaço aéreo de 18 cidades amazonenses. À época, a Aeronáutica impôs restrições a pousos e decolagens durante o dia nesses municípios em função do risco aviário.

Saúde

O pneumologista Edson de Oliveira Andrade explica que as fezes de aves em geral podem ocasionar problemas de saúde por estarem contaminadas por fungos nocivos. A presença deles está relacionada à temperatura do corpo do animal, geralmente mais elevada que a do corpo humano.

“Se uma pessoa aspirar esses fungos, pode desenvolver uma inflamação no pulmão, que pode evoluir para uma pneumonia, dependendo do grau de exposição”, reforçou. De acordo com o especialista, entre as reação do pulmão diante da agressão causada pelo contato com esses fungos, está a fibrose, um quadro que interfere no processo de funcionamento natural do órgão.

“Nesse caso, a pessoa, independente da idade, pode ficar bastante debilitada e terá que ser submetida a um tratamento prolongado. Ele ressalta que as patologias são mais comuns a quem tem contato com pombos, visto que os urubus não tem comportamento doméstico. Uma das dicas para evitar a presença dessas aves, segundo ele, é evitar a exposição de lixo, que atrai os urubus e pode levar a outros problemas de saúde.

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Assuntos controle, inquérito, MPF, Urubus
Valmir Lima 27 de julho de 2016
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2 Comments
  • Waldomiro disse:
    1 de agosto de 2016 às 19:45

    Mandar os urubus que estão sobrando em Tefé para Brasília, lá tem muita podridão.

    Responder
  • linguarodoAbial disse:
    14 de dezembro de 2016 às 18:12

    aqui em tefe desde 2011 tem muitos urubus sobrevoando a prefeitura de tefe e que eles querem posar na prefeitura no mandato do normando manda eles irem pousar la na fabrica do ex-prefeito papai la eles estão acostumado a comer a sobra que o papi da pra eles

    Responder

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