
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS — O MPAM (Ministério Público do Amazonas) solicitou da Prefeitura de Manaus o cronograma de obras de reconstrução da passarela de pedestres que foi atingida por uma carreta e desabou na Avenida Torquato Tapajós em julho de 2024. No domingo (3), a prefeitura demoliu parte da estrutura que ainda restava no local para construir a nova travessia.
As informações sobre as obras foram solicitadas pelo promotor de Justiça Lauro Tavares da Silva no âmbito de um inquérito civil aberto na quarta-feira (6) para apurar denúncia de “inércia” da Prefeitura de Manaus na reconstrução da passarela. A apuração foi iniciada a partir de uma denúncia apresentada pelo vereador Rodrigo Guedes (Progressista) em abril deste ano.
Ao abrir o inquérito, o promotor considerou que o acidente ocorreu há um ano e que a prefeitura, em recente publicação, anunciou que decidiu “arcar integralmente com a reconstrução da estrutura” e que, “paralelamente, segue buscando o reembolso dos valores investidos”. Segundo o promotor, a prefeitura comunicou que a demolição, remoção e reconstrução custará R$ 2,7 milhões.
Lauro também apontou a “extrema urgência” em construir a nova estrutura para atender o “intenso fluxo de pedestres”. A passarela derrubada permitia a travessia sobre a Avenida Torquato Tapajós, a mais movimentada de Manaus e com acesso à estação de ônibus Santos Dumont. Após o acidente, a prefeitura instalou faixas e semáforos, o que gerou retenção no trânsito.
Em julho de 2024, para garantir que a empresa pagasse pelos danos, a juíza Etelvina Lobo Braga atendeu pedido da prefeitura e determinou a apreensão de cinco veículos da empresa Rauber Colheitas, dona da carreta. Entretanto, em agosto, o desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior acolheu um recurso da empresa e suspendeu a decisão de Etelvina, liberando os veículos.
No domingo, a prefeitura demoliu a estrutura que restou no local para reconstruir a passarela. Conforme a prefeitura, a nova passarela terá 5,50 metros de altura — um metro a mais do que a anterior — e será feita com estrutura pré-fabricada. A medida busca atender aos padrões de segurança e acessibilidade exigidos para o fluxo de pedestres na região.
Leia a portaria de instauração do inquérito civil.
