
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS — O MPAM (Ministério Público do Amazonas) alegou “extrema periculosidade” de Adeilson Duque Fonseca, de 49 anos, conhecido como “Bacana”, ao defender a manutenção da prisão dele em um recurso que será analisado em segunda instância. O homem é acusado pela morte do sambista Paulo Juvêncio de Melo Israel, o Paulo Onça.
Na segunda-feira (16), o juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, revogou a prisão de Adeilson alegando ausência de motivos para mantê-lo preso. O magistrado impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a participação em um programa de ressocialização.
Leia mais: Juiz revoga prisão e liberta acusado da morte do sambista Paulo Onça
No recurso apresentado na terça-feira (17), a promotora de Justiça Clarissa Moraes Brito argumentou que a liberdade do réu transmite à sociedade uma sensação de impunidade e insegurança. Segundo ela, a prisão do acusado é necessária para preservar a ordem pública, que fica abalada diante de crimes — especialmente quando cometidos com a gravidade do assassinato de Paulo Onça.
“No caso concreto, trata-se de um delito gravíssimo, de ampla repercussão, com impactos negativos e traumáticos na vida de muitas pessoas, gerando em quem toma conhecimento dos fatos um forte sentimento de impunidade e insegurança”, afirmou.
Adeilson estava preso desde dezembro de 2024, após agredir brutalmente o sambista após um acidente de trânsito na Rua Major Gabriel, bairro Praça 14, zona sul de Manaus.
Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que o veículo conduzido por Paulo Onça avançou o sinal vermelho e colidiu com o carro de Adeilson. Após o impacto, Adeilson desceu do veículo e desferiu diversos socos contra o sambista, deixando-o inconsciente.
Paulo Onça foi internado em estado grave e passou por várias cirurgias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em 26 de maio.
O ATUAL não conseguiu contato com o advogado Carlos Venicius Santana, que defende Adeilson.
