
MANAUS – O prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) disse, nesta quarta-feira, que a Secretaria Municipal Extraordinária, dirigida pelo ex-vereador e ex-prefeito Luiz Alberto Carijó (PDT), criada em abril e que está sendo formalizada agora pela Câmara Municipal de Manaus, através da votação de uma lei que cria cargos e define atribuições, está sendo prejudicada pelo momento econômico por que passa o país. De acordo com o prefeito, a pasta foi criada para acompanhar as solicitações de créditos nacional e internacional e, “infelizmente, não é uma hora muito propícia para esse tipo de coisa”, disse Arthur, em entrevista ao AMAZONAS ATUAL, durante a posse do procurador da República Edmílson Barreiros na chefia do Ministério Público Federal no Amazonas.
O papel do secretário, segundo o prefeito, é acompanhar e saber em pé estão, em que setor do governo estão emperrados os processos para a liberação de empréstimos. Para contrair um empréstimo nacional ou internacional, a prefeitura precisa de uma lei aprovada pela Câmara Municipal autorizando, e o governo federal também precisa dar o aval e enviar para o Congresso Nacional um projeto de lei também autorizando a tomada de crédito. Desde o fim do ano passado, o governo federal suspendeu as autorizações para tomada de novos empréstimos para todos os entes federados (Estados e municípios).
No entanto, o prefeito afirmou que o secretário extraordinário Luiz Alberto Carijó “é uma pessoa experimentada em administração financeira [ele é servidor de carreira da Semef], uma pessoa perfeita para ficar em cima disso e o futuro dirá, e eu acredito que ele será importante nessa secretaria”.
Sobre o fato de a prefeitura remanejar da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos R$ 600 mil dos R$ 722 mil de orçamento da Secretaria Extraordinária, o prefeito afirmou que tudo foi feito em acordo com a secretaria que é dirigida pela primeira-dama Goreth Garcia Ribeiro, e qualquer necessidade que haja, o município fará suplementação. “Se, por exemplo, o próprio Carijó não tiver no que usar, por causa da paralisia da economia brasileira, nós não teríamos dificuldades em fazer o remanejamento”.
No projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo à Câmara Municipal, as finalidades da Secretaria Extraordinária são “formular, executar, acompanhar e avaliar a política municipal de promoção de investimentos; coordenar, orientar e acompanhar a implantação de projetos estratégicos, assim considerados por ato do Chefe do Poder Executivo, visando o desenvolvimento do município”. O projeto de lei também cria 14 cargos comissionados na secretaria, incluindo o de secretário.
