
Do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17) a Operação Indébito, desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em milhares de aposentadorias e pensões.
A deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) é um dos alvos. O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a colocação de tornozeleira eletrônica na parlamentar. O Estadão pediu manifestação da deputada. O espaço está aberto.
Policiais federais e auditores da CGU (Controladoria-Geral da União) cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares diversas, no Ceará e no Distrito Federal.
A nova frente da investigação quer esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Os mandados judiciais foram por André Mendonça, relator da Sem Desconto na Corte.
Perfil
Aos 73 anos, Gorete é natural de Juazeiro do Norte (CE). Ela cursou graduação em Fisioterapia, nos anos 1970, e pós-graduação em Tecnologia Educacional, nos anos 1980, ambos na Universidade de Fortaleza (Unifor), onde também lecionou entre 1976 e 2002.
Ela também trabalhou nas secretarias de Saúde do município de Fortaleza (CE), entre 1981 e 2002, e do Estado do Ceará, entre 1985 e 2000, de acordo com informações disponíveis em seu perfil na Câmara dos Deputados.
Antes de chegar à Câmara, Gorete foi vereadora de Fortaleza, entre 1988 e 1994, e deputada estadual pelo Ceará, entre 1994 e 2002.
Ela é suplente em exercício desde 29 de dezembro do ano passado, quando assumiu a vaga do deputado federal Yury do Paredão (MDB-CE). No início deste ano, ela se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Na semana passada, a Câmara aprovou um projeto de sua autoria que regulamenta a venda e o uso de aerossóis de extratos vegetais, como o spray de pimenta, por mulheres a partir de 16 anos para defesa pessoal. O texto seguiu para o Senado.
