
Da Redação
MANAUS – A Polícia Federal deflagrou a operação de busca e apreensão “Duplo-Cego” nesta quinta-feira (25). O endocrinologista Flávio Cadegiani, responsável pelo estudo sobre uso da proxalutamida em pacientes da Covid-19, foi alvo da ação policial.
A PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal a pedido do MPF-RS (Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul). A informação é do Jornal O Globo.
A operação faz parte da investigação de crimes de contrabando, falsidade ideológica e distribuição e entrega de medicamentos sem o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que também participou da operação junto ao MPF e a Polícia Federal, e importados irregularmente.
De acordo com O Globo, a PF e o MPF não informaram os alvos da operação, mas Cadegiani confirmou nas redes sociais que policiais cumpriram uma ordem de busca e apreensão na casa dele em Brasília e na clínica de endocrinologia.
Agentes atuaram em endereços de Porto Alegre (RS) e Brasília, onde o estudo foi registrado originalmente. A capital gaúcha, por sua vez, foi palco de um experimento com a proxalutamida conduzido pelo braço-direito de Flávio Cadegiani, o infectologista Ricardo Zimerman, em um hospital militar e em uma unidade hospitalar em Gramado (RS).
Uma rede de hospitais em Manaus foi campo de estudo na pesquisa com a proxalutamida no tratamento da Covid-19, que teve a participação de pacientes internados. O estudo foi alvo de denúncia feita pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) à Procuradoria-Geral da República em 2021, que afirmou terem ocorrido 200 mortes de voluntários na pesquisa com a proxalutamida no Amazonas.
Flávio Cadegiani afirmou que todas as 200 mortes foram em decorrência da Covid e não tiveram relação com o medicamento.
