
Da Redação
MANAUS – Manifestação a favor do impeachment do governador do Amazonas, Wilson Lima, convocado pelas redes sociais, reuniu apenas duas pessoas na manhã desta terça-feira, 7. O movimento ‘Amazonas Pela Democracia’ marcou o ato para as 8h em frente à ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas), mas só dois jovens apareceram.
De acordo com Matheus Castro, 20, estudante de Administração, a pouca quantidade de pessoas foi para evitar a transmissão de Covid-19. “A gente decidiu convocar o ato simbólico, contando com um número reduzidíssimo de pessoas justamente para garantir a saúde e integridade de todos por conta da pandemia que estamos passando”, alegou.
No começo de junho deste ano, porém, manifestação do ‘Amazonas Pela Democracia’ ocupou a Avenida Djalma Batista e reuniu milhares de participantes.

Apesar da pouca adesão, Castro disse que nas redes sociais as manifestações contra Lima são maiores. “Mas em outras oportunidades, nas próprias redes sociais, a gente tem um apoio massivo referente ao impeachment do Wilson Lima”.
O estudante também atribui o baixo número de manifestantes à volta do comércio. “Eu acho que se dá também pela reabertura do comércio, as pessoas voltaram a trabalhar, estão com medo ainda por conta da situação da pandemia”, justificou.
Além da defesa do impeachment, Castro disse que o movimento quer novas eleições para que um nome fora do atual governo assuma. “A gente quer novas eleições para poder votar, para garantir que cada um tenha a sua opção e a sua voz seja ouvida”, disse.
Para o estudante, polêmicas antes da pandemia de Covid-19, somada às denúncias de superfaturamento na compra de respiradores, sustentam a destituição de Lima. “Então, os casos de corrupção envolvendo o governo Wilson Lima, os desmandos totalmente autoritários e desrespeitosos para com o povo, aumento do salário dos secretários em meio a uma crise política e econômica no estado. Agora a questão da Covid, temos o superfaturamento dos materiais (respiradores). Eu acho que tudo isso indica que não é mais tempo de deixar esse cara no governo”, conclui.
(Colaboraram Jullie Pereira e Murilo Rodrigues)

