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Economia.

Manejo de jacaré volta a ser tema de projeto econômico no Amazonas

10 de janeiro de 2019 Economia.
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Filhote de jacaré foto de Marcos Bergamasco folhapress
Filhote de jacaré em Barão do Melgaço, no pantanal matogrossense. 01.11.2005. (Foto: Marcos Bergamasco/Folhapress)

Da Redação

MANAUS – Defendido pelo ex-governador Gilberto Mestrinho desde seu primeiro governo, em 1958, o manejo de jacarés é retomado como proposta de projeto econômico no Amazonas agora no governo de Wilson Lima (PSC). A intenção é conciliar a preservação da espécie com a exploração comercial. A discussão, por enquanto, ocorre no âmbito ambiental.

Para o secretário de Meio Ambiente do Estado, Eduardo Taveira, a liberação de licenças para manejo de jacaré garante um melhor controle da atividade, a conservação da espécie e fonte de renda para os moradores das Unidades de Conservação (UCs). “O abate não será feito para controle da população e sim para dar condições regulamentadas para a exploração sustentável. O que conserva a floresta é dar uso social, ambiental e econômico para ela. Gerando renda, garantimos a defesa do território, da espécie e melhoramos a qualidade de vida de quem vive nestas regiões. Eles serão os mais interessados em defender as nossas riquezas”, afirmou.

“Nós entendemos que o manejo do jacaré não deve ser uma ação predatória, mas, acima de tudo, uma fonte de emprego e renda, como já acontece com o manejo sustentável do pirarucu”, disse o presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas), Sinésio Campos (PT).

Em termos comerciais, o jacaré tem potencial econômico. O couro é vendido para o mercado de bolsas e sapatos por cerca de R$ 30 por centímetro, a carne é destinada à alimentação e as vísceras são utilizadas para fazer ração.

A primeira licença para abate de jacaré em UCs para a atividade primária foi assinada em 2018, autorizando o funcionamento de abatedouro e entreposto flutuante de abate do animal na comunidade rural Jarauá, no município de Uarini (distante 565 quilômetros de Manaus), na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá. A licença tem validade de cinco anos, período no qual poderão ser abatidos até 10 mil animais das espécies jacaré-açú e jacaretinga no rio Paraná do Jarauá, seguindo normas dos órgãos ambientais. No local, foi iniciado, em 2008, o trabalho de manejo e abate experimental de jacarés com investimento de R$ 300 mil em capacitação de técnicos e dos moradores da RDS, que serão beneficiados diretamente com geração de emprego e renda.

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Assuntos Amazonas, jacaré açú, Mamirauá
Cleber Oliveira 10 de janeiro de 2019
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