O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Fernando Monteiro

Manaus, entre a crise e o conflito

17 de setembro de 2021 Fernando Monteiro
Compartilhar

A crise e o conflito condicionam a realidade social que compõe a vida urbana, resultando em inúmeros problemas que se revelam no cotidiano. A cidade que dita o capitalismo é a cidade dos contrastes, sejam eles de riqueza ou de pobreza, é a cidade das deformidades sociais que são impressas e expressas na paisagem urbana. Essas premissas não dizem respeito a uma cidade em específico, claro. As cidades e suas problemáticas em muito são parecidas, mas apresentam suas singularidades.

Poderíamos falar de qualquer outra cidade, mas falamos de Manaus. A cidade entre a crise e o conflito que, por sinal, em meio a pandemia do Covid-19, se fez palco de inúmeras tragédias. Produzidas, anunciadas e negligenciadas, essas tragédias caminham conosco, somos parte delas.

Entre a crise e o conflito, qual é a cidade que possuímos? A crise é exposta abertamente, o conflito é vivido cotidianamente. As tentativas de maquiagem dos problemas da cidade, com eternas promessas de desenvolvimento do potencial turístico, não apagam a concretude do real que nos cerca – como é o caso dos conflitos entre facções criminosas CDN (antiga FDN) e C.V que tomam Manaus como palco de seus conflitos.

Diariamente, acordamos com notícias e mais notícias de assassinatos por todos os cantos da cidade, Manaus figura como uma das cidades mais violentas e com mais homicídios no Brasil.

A onda de ataques realizados pelo Comando Vermelho em Manaus, no dia 06 de junho de 2021, dá contraste à reflexão que aqui traço, sobre uma Manaus entre a crise e o conflito. Diante da situação de disputa entre as facções, observamos a ineficácia do Estado em lidar com a “crise” de segurança pública. Essa ineficácia pode ser entendida a partir da interpretação de que, as facções, assim como as milícias, não formam um “Estado Paralelo” – elas são o próprio Estado em sua forma mais precária. Há um “submundo” compartilhado com o Estado, nada mais que a sua própria ausência-presença.

No Amazonas enxergamos às claras tais questões, vejamos o caso do Governador José Melo, ao negociar com a FDN em 2014 por apoio no segundo turno das eleições estaduais. Assim como, a relação do ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, Louismar Bonates, com negociações com a FDN em 2015 por ampliação de poder da facção em troca de “paz nas cadeias” – e que na crise de junho teve também seu protagonismo, ao ser acusado pela própria C.V de uso e formação de milícia com os braços do Estado. 

Numa cidade como Manaus, onde o crime organizado possui papel na produção espacial da cidade, basta olharmos para os casos da extinta ocupação Monte Horebe e da ainda existente Cidades das Luzes, a crise que nos permeia, quando tratamos desses conflitos, nada mais é do que a expressão de correlação de forças dos que disputam o controle e produção territorial da cidade.

Entre a crise e o conflito, o que temos é uma ilusão de combate e de forças repressivas do Estado. Estado e crime organizado possuem relação de submissão e parceria, difícil é identificar quem ocupa qual lugar. O combate ao crime organizado é vulgar, atende à interesse particulares e políticos, não resolve o problema. O crime organizado se mostra mais organizado perante a ineficiência do Estado, dita o jogo político. Ao combater o crime organizado, o Estado combate a si mesmo – o que não é vantajoso.

Entre a crise e o conflito, temos uma Manaus que reproduz incansavelmente suas contradições. Pensar o caminhar da cidade na história, é pensar como nos reproduzimos coletivamente. Caminhamos dia após dia sobre as ruínas da cidade em crise, em eterno conflito.


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Lula e Rodrigo Paz assinam acordo para combater facções criminosas no Brasil e na Bolívia

Amazônia Legal concentra 46,9% dos conflitos de terra no Brasil

Conselheiro de segurança pública desconstrói discurso sobre crime organizado no Brasil

Facções controlam comportamento e impõem regras a mulheres no Amazonas, aponta estudo

Presença de facções criminosas na Amazônia cresce 32% em um ano

Assuntos CDN, conflito, Crise, CV, facções, FDN
Murilo Rodrigues 17 de setembro de 2021
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Lula e Rodrigo Paz, presidente da Bolívia, firmam acordo para combater crime organizado (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Política

Lula e Rodrigo Paz assinam acordo para combater facções criminosas no Brasil e na Bolívia

16 de março de 2026
Indígenas guajajaras fiscalizam extração ilegal de madeira: conflitos e mortes no Maranhão (Foto: YouTube/Reprodução)
Dia a Dia

Amazônia Legal concentra 46,9% dos conflitos de terra no Brasil

25 de fevereiro de 2026
Ricardo Brisolla Balestreri diz que é ingenuidade acreditar que líder de crime organizado mora em favela (Foto: Acervo pessoal/Divulgação)
Dia a Dia

Conselheiro de segurança pública desconstrói discurso sobre crime organizado no Brasil

24 de fevereiro de 2026
Cartografias da Violência 2025: facções dominam onde o Estado não chega (Foto: Imagem ilustrativa/rede social/reprodução)
Dia a Dia

Facções controlam comportamento e impõem regras a mulheres no Amazonas, aponta estudo

20 de novembro de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?