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Gina Moraes

Manaus abandonada de ontem e de hoje

15 de fevereiro de 2019 Gina Moraes
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Ao andar pelas ruas de Manaus, chega-se à conclusão de que estamos diante de uma cidade abandonada em todas as suas áreas, de Norte a Sul. O Centro, com sua arquitetura da “Belle Époque” do tempo áureo da borracha, está completamente esquecido: construções depredadas, que servem para acumular lixo e abrigar moradores de rua e consumidores de droga. Vejamos o caso da Santa Casa de Misericórdia: o prédio está em ruínas, com risco de desabamento, e nada, absolutamente nada foi feito para solucionar o problema. Em julho de 2016, a Justiça determinou que o Município restaurasse o prédio e fornecesse a segurança adequada ao local. Decisão completamente ignorada pelo Ente Municipal. A cidade está à beira de um colapso, o que gera prejuízo moral, social e histórico para todos os cidadãos.

O prédio que abrigava a Defensoria Pública do Estado não tem melhor sorte: Lá está ele para lembrar, diariamente, a nossa incompetência em cuidar do nosso Patrimônio.   Na Europa, os centros históricos das cidades são preservados, restaurados e tornaram-se fonte de riqueza por impulsionar o turismo, cujo desenvolvimento aqui é incipiente e caminha a passos lentos.

Se o Centro Histórico de Manaus, que deveria ser o cartão de visita da Cidade, salvo raras iniciativas desenvolvidas pelo Governo Estadual no entorno da praça São Sebastião, está em ruínas, imagine o resto, como também, a manutenção das vias do Distrito Industrial de Manaus. Esse quadro da cidade é, hoje o nosso cartão da vergonha, um Polo Industrial completamente “jogado às traças” pelas autoridades, se é que podemos chamar aquelas ruas de vias.

Podemos, ainda, citar o elevado número de invasões que assolam a “menina dos olhos” e que, em alguns casos, poderes obscuros transformam o ilícito em lícito.

Em sua tese de doutorado, sobre a figura mítica de Nunes Pereira, o Labirinto do Saber, a historiadora Selda Vale descreve a paisagem urbana de Manaus na década de 1930: “Tanta placidez e tranquilidade chegam a criar a ilusão, muito difundida, de que, em Manaus não existiriam classes sociais, ou melhor, haveria apenas uma grande, imensa e única classe, a classe média. Fome e miséria eram-lhe completamente desconhecidas”. 

Menos de um século depois, a classe média continua a ocupar o bloco urbano histórico que lhe restou e é cercada pelo cinturão dos esquecidos, com taxas preocupantes de desemprego e seu sucedâneo imediato, a violência. Eles vieram de toda parte, foram atraídos pela (des) ilusão do Fausto da ZFM. A economia explodiu e recolheu bilhões para o desenvolvimento socioeconômico. A gestão pública desviou para algum lugar a dinheirama do cidadão. O discurso político virou propaganda enganosa de empregos em profusão. Em seu lugar de origem, a atividade econômica dos jovens e adultos é praticamente zero e a de subsistência circunscreve-se aos parcos recursos das prefeituras municipais, muitas delas com gestores encrencados em ilícitos e com incapacidade de prestar contas nos padrões intrincados da burocracia. O que ocorreu em Manaus para retroceder na direção do atraso e da exclusão social? Por que olhamos essa paisagem caótica como se não nos coubesse essa atrocidade social? 

Apesar do isolamento em geral que se vivia, rodeada por zonas agrícolas e de pecuária, Manaus, na primeira metade do século XX era bem servida em estabelecimentos de ensino, entidades culturais e esportivas e Órgãos de imprensa. Contava com algumas faculdades remanescentes da antiga Universidade Livre de Manaus: Agronomia, Ciências Jurídicas e Sociais, Farmácia e Odontologia, além da Escola de Comércio “Sólon de Lucena” (da Prefeitura), dois Ginásios (o Amazonense, público e diurno, e o Duque de Caxias, particular, noturno; dois Educandários, Colégio D. Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora, com cursos ginasiais e comerciais; a Escola Normal do Estado e os Colégios S. Francisco de Assis e Santa Doroteia. Hoje, temos quase três dezenas de Instituições de Ensino, menos de meia dúzia públicas; as demais são privadas e oferecem um ensino de nível discreto, compatível com a receita das mensalidades e dos empurrões pecuniários do poder público. A cidade está entre as mais violentas do mundo e seus gestores, quase todos, têm contas a esclarecer com a Justiça. Não é difícil entender as causas de tantas desconstruções administrativas. À parte o despreparo de seus gestores, entre os quais raramente encontramos alguém qualificado tecnicamente, o nível de descaminhos dos recursos públicos é assustador. Pobre Manaus! Pouco restou da Paris “cabocla”, além da saudade da abundância experimentada pela borracha e pela ZFM, em processo de desindustrialização, transformada em corredor de exportação de recursos para a compulsão tributária de Brasília. E não adianta chorar o leite derramado. Já sabemos o que não queremos. Resta-nos, na clareza do rumo a seguir, trabalhar, cumprir com os deveres e cobrar os direitos.


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Gina Moraes, urbanização
Cleber Oliveira 15 de fevereiro de 2019
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