
Do ATUAL
MANAUS — O Amazonas lidera o ranking nacional de remuneração para escrivães e investigadores da Polícia Civil, com salários brutos médios de R$ 24.875,71 e R$ 25.487,70, respectivamente. Apesar dos altos vencimentos, o estado mantém 40,1% das vagas da corporação desocupadas e registra apenas 0,4 policial civil por mil habitantes, uma das menores taxas do país. Os dados constam na 2ª edição do relatório Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Na carreira de escrivão, o salário médio no Amazonas supera em R$ 5,4 mil o do Mato Grosso (R$ 19.471,70), 2º colocado no levantamento, seguido por Distrito Federal (R$ 17.352,39) e Ceará (R$ 17.204,94).
Entre os investigadores, o Amazonas está à frente de Tocantins (R$ 20.983,13), Mato Grosso (R$ 19.723,95) e Roraima (R$ 19.437,93). Para delegados, o estado aparece na 2ª posição com média de R$ 39.826,59, atrás apenas do Ceará (R$ 41.200,96) e à frente do Rio de Janeiro (R$ 36.964,19).
Minas Gerais registra a menor remuneração para delegados (R$ 23.195,03), enquanto a Paraíba paga o menor valor para escrivães, no valor de R$ 8.659,57, além de pagar também o menor valor para investigadores, com média de R$10.189,90.
Conforme o relatório, das 3.155 vagas previstas em lei para a Polícia Civil amazonense, apenas 1.891 estão ocupadas e 1.264 permanecem vagas. O desfalque de quatro em cada dez cargos (40,1%) supera a média de déficit das polícias civis brasileiras e deixa a instituição operando com 59,9% da sua capacidade teórica.
Em relação à população, a taxa de 0,4 policial civil por mil habitantes empurra o Amazonas para a 26ª posição do país. No topo da lista, o Amapá ocupa o 1º lugar nacional com 1,5 agente por mil pessoas.
A dimensão geográfica do estado amplia a escassez de contingente nas ruas e calhas de rios. Enquanto a média brasileira de cobertura é de 88 km² para cada policial civil, no Amazonas essa área atinge a marca crítica de 824 km² por agente.
Segundo o estudo, “com um total de apenas 96.902 policiais em atividade frente aos 175.477 previstos, o país opera com apenas 55,2% da sua capacidade ideal”.
