
Por Teófilo Benarrós de Mesquita, do ATUAL
MANAUS – Maioria dos eleitores em Manaus diz preferir Jair Messias Bolsonaro (PL) como presidente da República a Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (29) pela Perspectiva Opinião e Mercado perguntou a 1 mil entrevistados “se ocorresse novamente uma eleição para presidente entre Lula e Bolsonaro, em quem você votaria?”. A maioria, 47,4%, disse preferir o ex-presidente, contra 23% de Lula.
A pesquisa mostra que Bolsonaro com 67,3% dos votos válidos e Lula com 32,7%. São números semelhantes ao resultado da eleição para presidente em 2022 em Manaus, quando Lula obteve 35,5% e Bolsonaro 64,5%. A margem de erro da pesquisa da Perspectiva é de 3,1% e o grau de confiabilidade é de 95%.
Uma nova disputa entre Bolsonaro e Lula para a presidência da República em 2026 não é certa. Eleito pela terceira vez para o cargo em 2022, Lula declarou, cinco dias antes do segundo turno, que não pretende disputar um quarto mandato. Bolsonaro, derrotado por Lula em 2022, tem contra si duas condenações de inelegibilidade pelos próximos oito anos.
“Eu se eleito, serei um presidente de um mandato só. Os líderes se fazem trabalhando, no seu compromisso com a população”, publicou Lula em seu perfil no X (antigo Twitter), em 25 de outubro do ano passado.

No dia 2 de fevereiro deste ano, em entrevista à RedeTV, Lula voltou a afirmar que não será candidato à reeleição, porém, deixou uma brecha. “Veja, se eu puder afirmar para você agora, eu falo: eu não serei candidato em 2026. Eu vou estar com 81 anos de idade, preciso aproveitar um pouco da minha vida, porque tenho 50 anos de vida política”, disse.
“Se chegar num momento, se tiver uma situação delicada e eu estiver com saúde [posso pensar], porque também só posso ser candidato se eu estiver com a saúde perfeita”, completou Lula, ao admitir, pela primeira vez, ser novamente candidato.
A candidatura de Bolsonaro em 2026 não depende só de sua vontade. Em 2023 o ex-presidente sofreu duas condenações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com pena de 8 anos de inelegibilidade. Se não conseguir reverter as decisões, Jair Bolsonaro só poderá ser candidato novamente nas eleições de 2030.
Em 30 de junho a condenação foi pelo conteúdo apresentado por Bolsonaro em reunião com embaixadores estrangeiros no Palácio do Alvorada, quando colocou em suspeição o sistema eleitoral brasileiro, três meses antes da eleição.
Na ação contra Bolsonaro consta que ele “fez afirmações falsas e distorcidas sobre o processo eleitoral, alegando estar se baseando em dados oficiais, além de buscar desacreditar ministros do TSE”.
A segunda condenação pelo TSE ocorreu em 31 de outubro, por abuso de poder político, abuso de poder econômico e conduta vedada nas comemorações do dia 7 de setembro de 2022.
Leia mais: TSE torna Bolsonaro e Braga Netto inelegíveis pelo 7 de setembro
