
Por Naomi Matsui e Flávia Said, do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (11) que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja expulso de seu mandato da Câmara federal e seja processo por traição à Pátria por articular sanções contra o Brasil como protesto ao julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Esse menino tem que ser expulso da Câmara dos Deputados, não sei ainda como não foi ainda. E esse cidadão tem que ser processado, porque isso chama-se traição à Pátria”, declarou durante entrevista à Bandeirantes. A conversa foi gravada pela manhã, ou seja, antes de a Corte Suprema formar maioria para condenar Bolsonaro.
Lula disse que a ação de Eduardo é uma “demonstração de traição à Pátria jamais vista no Brasil” e o comparou a Joaquim Silvério dos Reis, o principal traidor de Tiradentes durante a Inconfidência Mineira. “Esse rapaz, o que está fazendo com o Brasil, Joaquim Silvério dos Reis é um trombadinha perto dele. O cidadão está traindo a nação de 215 milhões de habitantes”, falou.
Anistia
Lula da Silva também afirmou que o governo trabalhará contra o projeto para anistiar condenados pelo 8 de janeiro. “O governo vai trabalhar contra a anistia. Não é o momento de discutir anistia, porque o cidadão nem foi condenado ainda”, declarou durante entrevista à Bandeirantes.
A conversa foi gravada pela manhã, ou seja, antes de o STF formar maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula disse que a discussão sobre anistia “poderia ter vindo depois do processo terminado” e que é um direito do Congresso votar ou não a proposta. “Espera julgar o processo. O Congresso tem o direito de julgar anistia a hora que quiser. O governo tem o direito de ser contra ou a favor”, falou.
O presidente também afirmou que é “estranho” apoiadores de Bolsonaro defenderem uma anistia antes mesmo do fim do julgamento e disse que Bolsonaro teve direito a presunção de inocência que ele não teve quando foi julgado.
Ao ser perguntado se Bolsonaro foi o responsável por articular o “Punhal Verde e Amarelo”, plano que teria como objetivo matar Lula e outras figuras, Lula respondeu: “Está escrito. Está desenhado. Já sabe quem foi que fez isso, o que ia fazer”.
