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>Dia a Dia

Luiz Castro diz que faltou compreensão dos professores sobre situação fiscal

10 de maio de 2019 >Dia a Dia
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PROTESTO-PROFESSORES-ALE
A categoria está em greve desde o dia 15 de abril e reivindica reajuste de 15%(Foto: Murilo Rodrigues/ATUAL)
Da Redação

MANAUS – O secretário de Educação do Amazonas, Luiz Castro, afirmou que a greve dos professores, que completa 26 dias, poderia ter sido evitada caso os trabalhadores compreendessem a situação fiscal do Estado.
“Nós não temos condições para alcançar os sonhos em quatro meses de governo. Nós estamos conseguindo que a Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda) nos dê o máximo que é possível do ponto de vista fiscal para essa negociação. Realmente, a greve podia ter sido evitada, mas ela é um fato”, disse, na manhã desta sexta-feira, 10.

O impasse envolve o índice de reajuste salarial. O governo ofereceu, inicialmente, 3,93% e aumentou para 4,74%. Os professores reivindicam 15%.

Luiz Castro argumenta que a situação econômica dificulta conceder um percentual maior. “Todos sabemos que ontem (quinta-feira) se anunciou uma queda da produção industrial do Amazonas de 10%. O Amazonas é o segundo estado no país com pior desempenho nesse quadrimestre na produção industrial”, disse.

O secretário disse que a greve gerou três situações, pois a paralisação não é total. “Nesse momento, nós temos muitas escolas funcionando normalmente, temos escolas funcionando parcialmente e temos escolas totalmente fechadas. Praticamente, a Seduc (Secretaria de Educação) administra três situações”, disse.

Segundo Luiz Castro, é preciso dar um prazo ao governo para proporcionar ganhos indiretos para os professores. “Nós precisamos dar um tempo para o Governo do Amazonas encontrar as medidas fiscais e essas medidas estão sendo tomadas para aumentar a arrecadação e com isso ter um desempenho que garanta os ganhos indiretos para os profissionais da educação”, disse.

Negociações

De acordo com o secretário, o estado apresentou alternativas nas negociações para que se chegasse a um acordo. “Estamos tentando encontrar alternativas. Como, por exemplo, o auxílio-localidade (para professores do interior) que está congelado desde 2003 em R$ 30. O governo está se propondo a iniciar essa correção, mas de forma progressiva”, disse.

Castro também citou o vale-transporte para os professores de Manaus. “Hoje, o auxílio só é concedido aos professores da capital que tem uma carga de trabalho de 20 horas. Mas os professores de 40 horas muitas vezes trabalham em três escolas diferentes. Então, nós propusemos corrigir isso para que os professores de 40 e 60 horas também ganhem o vale-transporte”, disse.

Nesta sexta-feira, às 15h, está agendada mais uma reunião entre os líderes dos sindicatos dos professores e a Seduc. “Hoje vai haver mais um diálogo e a gente espera que a categoria compreenda. Os administrativos não entraram em greve, eles entenderam que era melhor o caminho do diálogo e estão conquistando vários avanços através do diálogo”, disse Castro.

Concurso

Sobre o concurso de 2018, Luiz Castro afirmou que somente após o encerramento dos contratos temporários em junho é que poderão ser convocados os concursados. “Os contratos temporários vão se encerrar no mês de junho. Nós não podemos chamar os concursados sem que tenhamos essa finalização” disse.

Ele afirma que os procedimentos preparatórios começarão no final de maio. “Nós vamos procurar antecipar aqueles atos de convocação, de apresentação dos exames médicos a partir do final desse mês e início de junho, para quando tiverem que ir para a escola estejam aptos”.

Segundo Castro, um processo seletivo de contratação temporária deverá ser realizado durante a convocação dos concursados para preencher vagas que sobraram mesmo após o processo seletivo. “A educação indígena, com mais de 200 vagas, só teve quatro aprovados. Então nós vamos ter que preparar um processo seletivo, de contratação temporária, em paralelo ao chamado dos professores. Infelizmente a greve nos atrapalhou, mas a gente espera que essa greve seja encerrada”, disse.

(Colaborou Patrick Motta)

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Assuntos greve dos professores, Luiz Castro, Seduc, Sefaz
Redação 10 de maio de 2019
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3 Comments
  • Regina Maria de Matos Viana disse:
    10 de maio de 2019 às 16:22

    Falta de compreensão é o Senhor Secretário que não tem, pois, não mede as causas e consequências que o professor sofre após uma greve, por vezes já presenciei Professores trabalhando doentes fisicamente e psicologicamente, insatisfeito, desgastados, impacientes. Vale ressaltar que esse secretário não tem visão de futuro este ano de 2019 é ano de IDEB e que poderá acarretar uma queda, porque para isso o professor deverá estar motivado e satisfeito para assim trabalhar com seus alunos!

    Responder
  • NEY M CARDOSO disse:
    10 de maio de 2019 às 16:39

    Governo do Estado do Amazonas está gastando milhões e milhões de reais com diversas festas, como também gasta milhões de reais com publicidade e propaganda e aluguel de veículos de luxo, recentemente o governo também deu um aumento de quase 15% para servidores da secretaria de segurança. Portanto o governo do estado tem dinheiro para fazer estes gastos, agora na hora de dar um salário Digno aos professores, vem dizer que os ajustes fiscais impede de dar esse aumento, é muito fácil de se de resolver está situação, basta o governo deixar de gastar dinheiro com aluguel de veículos de luxo, com terceirização de serviços e equipamentos, com publicidade e propaganda, Com certeza irá sobrará dinheiro para pagar o aumento salarial dos Professores para fazer investimentos na EDUCAÇÃO. Vejam que agora só na festa junina e do boi o Governo do Estado está gastando milhões de reais. Infelizmente o povo prefere festa do que educação.

    Responder
  • Frank Osorio disse:
    10 de maio de 2019 às 17:33

    Sou professor e digo que promessas de falácia nós estamos cheios, se não pode dar agora os 15%, por causa da lei de responsabilidade fiscal então elabora um documento, assinado por ambas as partes oficializando quando pode dar esse aumento com as devidas correções e retroativo. Estamos cansados de mentiras, para nos enganar.

    Responder

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