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Dia a Dia

Lotado, colégio da Polícia Militar em Manaus deve transferir alunos

12 de novembro de 2021 Dia a Dia
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Seduc esclarece que colégio da PM na Nilton Lins não será desativado (Foto: Divulgação/Facebook/CMPM V - OFC)
Seduc esclarece que colégio da PM na Nilton Lins não será desativado (Foto: Divulgação/Facebook/CMPM V – OFC)
Por Alessandra Taveira, da Redação

MANAUS – Pais dos estudantes do Colégio Militar da Polícia Militar V, na Universidade Nilton Lins, na zona centro-sul, reclamam que a diretoria quer transferir os alunos do ensino médio para escolas comuns da rede pública. A alegação é de lotação do prédio.

Atualmente, de acordo com a Secretaria de Estado de Educação, a unidade atende 6.412 estudantes, o que significa que a escola tem 85,32% de matriculados além de sua capacidade.

O colégio tem 46 salas e capacidade para receber apenas 3.460 estudantes do ensino fundamental e médio. Em nota, a Seduc confirmou que a gestora major PM Daniela Cerdeira de Paula pediu um novo prédio para funcionar como anexo. A Secretaria informou, ainda, que o prédio está à disposição da Polícia Militar, que é a corporação responsável pela demanda dos estudantes.

Daniela Cerdeira de Paula é a terceira pessoa a assumir a gestão da escola em 2021. Ela está há 23 dias na administração.

Na tarde de quinta-feira (11), a gestão divulgou um formulário on-line solicitando a opinião dos responsáveis pelos alunos sobre as mudanças para o ensino médio no ano letivo de 2022.

O texto informa que a consulta se baseia no que foi discutido em reunião na manhã de quinta-feira (11) com a Associação de Pais, Mestres e Comunitários. As assuntos são: a possibilidade de abertura de turma de ensino médio no turno da noite, transferência de alunos para um prédio anexo no bairro Alvorada, zona centro-oeste, e “não rematricular seus filhos”. Veja:

Gestão de colégio militar faz pesquisa para transferência de alunos (Foto: Reprodução)
Gestão de colégio militar faz pesquisa para transferência de alunos (Foto: Reprodução)

O ATUAL teve acesso às mensagens trocadas por pais de alunos em grupo de WhatsApp, com coordenadores e gestão. “A escola não controlou a quantidade de alunos”, disse o responsável por um dos estudantes; outro diz que a “escola falhou” em permitir a entrada exacerbada de estudantes. “Matricularam sem controle nenhum, agora vão ter que tirar o excesso. É simples. Não tem lugar para todo mundo”, complementou outro responsável.

Pais de alunos discutem mudança de prédio de Colégio Militar (Foto: Reprodução/WhatsApp)
Pais de alunos discutem mudança de prédio de Colégio Militar (Foto: Reprodução/WhatsApp)

O CMPM 5 funciona nas dependências da Nilton Lins desde 2016. O contrato da Seduc com a empresa Mabluma Administradora de Bens e Participações, em março de 2016, por dispensa de licitação, foi de R$ 3,7 milhões. Renovado em dezembro de 2019, o valor subiu para R$ 3,9 milhões. No novo aditivo, de 21 de setembro de 2021, o valor é o mesmo.

Leia mais: Aluguel na Nilton Lins para colégio da PM já custou R$ 24,8 milhões em 6 anos

Em nota, a Seduc esclarece que o Colégio da Polícia Militar na Universidade Nilton Lins não será desativado e que a gestão da PM solicitou à secretaria um novo prédio para funcionar como anexo e que o prédio está à disposição das decisões da corporação. A pasta não informou quantos alunos devem ser transferidos nem onde fica o novo prédio. Consultada, a PM não se posicionou sobre o assunto.

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Assuntos Colégio Militar, destaque, lotação, Seduc, Universidade Nilton Lins
Redação 12 de novembro de 2021
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