
Do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – O vice-líder do governo na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou nesta quarta-feira (16) no STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido para bloquear até R$ 72 milhões em bens do candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ).
O petista atribuiu o valor aos recursos repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
Parte do dinheiro teria sido enviada ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas e relacionado a pessoas próximas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
“Acabo de entrar no Supremo com o pedido do bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro no valor de R$ 72 milhões. Estou convencido, pelas informações que a gente tem, cada vez mais seguras, de que há uma ligação com o desvio da RioPrevidência, no Rio de Janeiro”, declarou Lindbergh em vídeo publicado nas redes sociais.
A RioPrevidência, responsável por administrar os recursos previdenciários dos servidores estaduais, realizou mais de R$ 3,6 bilhões em aplicações ligadas ao Banco Master.
Lindbergh alegou que o dinheiro destinado ao filme teria funcionado como contrapartida por esses investimentos. O deputado não apresentou provas da associação no vídeo.
Segundo o petista, o objetivo do pedido é preservar o patrimônio de Flávio para uma eventual indenização dos servidores aposentados do Rio de Janeiro.
Lindbergh citou imóveis pertencentes ao senador e afirmou que as investigações deverão revelar, nos próximos dias, uma ligação entre os recursos da RioPrevidência, Vorcaro e o dinheiro enviado aos Estados Unidos.
Flávio confirmou anteriormente ter procurado Vorcaro para captar recursos para o filme, mas nega irregularidades.
O candidato afirma que se tratou de investimento privado em uma produção privada, que não recebeu qualquer vantagem e que não ofereceu contrapartidas ao ex-banqueiro.
