
Os talibãs não confirmaram nem desmentiram oficialmente a morte do mulá Omar, que não é visto em público desde 2001.
Desde essa data, e no decorrer de um sangrento conflito, cuja intensidade não diminuiu, diversos boatos, não confirmados, davam como certa a morte do chefe talibã, que, segundo fontes, se refugiou no país vizinho Paquistão após a queda do regime.
Os rumores ganharam força no dia de hoje, dois dias antes de um próximo ciclo de discussões entre Cabul e os talibãs, após as rodadas de negociação no início de julho em Murree, perto da capital paquistanesa, Islamabad.
Um alto responsável do governo afegão tinha declarado anteriormente, sob anonimato, que o mulá Omar “morreu há dois anos vítima de doença e foi enterrado” no Sul do Afeganistão, na sua região de origem. Segundo a fonte, a morte foi confirmada ao governo afegão pelos responsáveis paquistaneses. “Pelas informações que tenho, está morto”, admitiu à AFP um respresentante talibã, acrescentando não ter detalhes sobre as causas e a data exata da morte do líder.
A confirmação surge horas depois de o governo afegão ter anunciado que estava investigando as informações relativas à morte do mulá Omar.
(Da Agência Brasil)
