
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS — A desembargadora Vânia Marques Marinho, do TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas), manteve a prisão de Robson Silva Nava Júnior, um dos acusados pela morte do jovem jordaniano Mohammad Manasrah, de 20 anos, em Manaus.
Na decisão assinada nesta terça-feira (18), Marinho afirmou que a defesa de Robson não comprovou que provocou o juiz responsável pelo caso a respeito das alegações levadas ao segundo grau. Segundo ela, a defesa primeiro deve fazer os pedidos na primeira instância.
“A impetrante não se desincumbiu do ônus de juntar aos autos comprovação de que a Autoridade Impetrada tenha sido previamente provocada acerca das matérias apresentadas neste writ, situação que tem o condão de ensejar indevida supressão de instância”, diz trecho da decisão.
A desembargadora também comentou, ao avaliar a condução do processo, sobre a situação de Robson, que está foragido desde fevereiro deste ano. Para ela, só o fato de o réu estar foragido é suficiente para manter a ordem de prisão preventiva dele.
“Ao prolatar a sentença de pronúncia (mov. 1.16 – fls. 26-31), a autoridade impetrada demonstrou, à luz de elementos concretos, a existência de prova da materialidade delitiva e de indícios suficientes de autoria, bem como o comportamento furtivo do Paciente, que, aliás, se encontra foragido até o presente momento, situação que, por si só, já seria justificadora da custódia cautelar, sem prejuízo da notável gravidade concreta do delito”, diz outro trecho da decisão.
Robson e Bruno da Silva Gomes foram denunciados pelo MPAM (Ministério Público do Amazonas) no dia 5 de março pela morte de Mohammad Manasrah e pela tentativa de homicídio contra seu irmão, Ismail Manasrah. A denúncia se baseia na investigação da Polícia Civil do Amazonas.
De acordo com a denúncia, o crime foi cometido por volta das 2h, em via pública, na Rua Rio Içá, em frente a casa noturna Rox Club e Lounge, bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul de Manaus.
De acordo com o MPAM, Mohammad morreu ao sofrer golpe no pescoço com uma garrafa quebrada. Ismail também sofreu ferimentos graves no rosto e nas costas ao tentar proteger o irmão.
No documento, o promotor de Justiça Marcelo Bitarães de Souza Barros afirma que os crimes foram cometidos por à traição e por motivo fútil, o que pode agravar a pena em eventual condenação dos acusados.
“Bruno e Robson, conscientemente e em comunhão de vontades, mediante golpes de arma branca (gargalo de garrafa), por motivo fútil e mediante traição, ceifaram a vida da vítima Mohamad Manasrah, bem como tentaram matar o ofendido Ismail Manasrah”, diz a denúncia.
