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Economia

Juros sobem pelo 10º mês seguido e atingem maior patamar desde 2009

10 de agosto de 2015 Economia
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Juros sobem
Segundo a Anefac, as altas podem ser atribuídas a alguns fatores como o cenário macroeconômico que aumenta o risco de elevação da inadimplência, o avanço da Selic e a maior carga tributária (Imagem: Reprodução)

SÃO PAULO – As taxas de juros das operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas subiram em julho pelo décimo mês consecutivo e renovaram os maiores patamares desde 2009, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

No caso das pessoas físicas, novamente houve aumento nos juros em todas as seis linhas pesquisadas (juros do comércio; cartão de crédito rotativo; cheque especial; CDC-bancos-financiamento de veículos; empréstimo pessoal-bancos; e empréstimo pessoal-financeiras). O juro médio subiu 0,12 ponto porcentual em julho ante junho, para 7,06% ao mês (126,74% ao ano), o maior nível desde agosto de 2009.

No caso do cartão de crédito, a taxa subiu 0,49 pp, para 13,03% ao mês (334,84% ao ano) em julho, o maior nível desde março de 1999. Em relação aos juros do comércio (crediário), houve alta em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas, com a média geral subindo 0,02 pp, para 5,25% ao mês (84,78% ao ano). A taxa mais alta foi registrada em Minas Gerais, com 5,33% ao mês (86,48% ao ano). Nos financiamentos de veículos, o prazo médio se manteve em 36 meses, o menor nível para meses de julho desde 2007.

Entre as pessoas jurídicas, houve alta nas três linhas (capital de giro; desconto de duplicatas; e conta garantida). O juro médio avançou 0,03 pp no mês passado ante o anterior, para 4,06% ao mês (61,22% ao ano), o patamar mais alto desde junho de 2009.

No caso da conta garantida, a taxa subiu 0,04 pp, para 6,94% ao mês (123,71% ao ano), o patamar mais elevado desde janeiro de 2000.

Segundo a Anefac, as altas podem ser atribuídas a alguns fatores como o cenário macroeconômico que aumenta o risco de elevação da inadimplência, o avanço da Selic e a maior carga tributária. “A tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses”, diz a entidade.

A Anefac lembra que, considerando todas as altas da Selic promovidas pelo Banco Central desde março de 2013, houve uma elevação de 7,00 pp (ou alta de 96,55%) na taxa básica de juros, para o nível atual de 14,25%. No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 38,77 pp (+44,07%). Já na pessoa jurídica houve uma elevação de 17,64 pp (+40,48%).

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos Amazonas Atual, Anefac, banco central, carga tributária, cheque especial, economia, juros, Selic
Valmir Lima 10 de agosto de 2015
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