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Economia

Exportação do Brasil à China, Índia e Europa supera queda para os EUA

20 de julho de 2026 Economia
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Estande do Brasil em feira de negócios em Xangai: mais exportações para a China (Foto: ApexBrasil/Divulgação)
Estande do Brasil em feira de negócios em Xangai: mais exportações para a China (Foto: ApexBrasil/Divulgação)
Da Agência Gov

BRASÍLIA – O presidente da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Laudemir Müller, afirmou que o aumento das exportações no primeiro semestre deste ano, considerando apenas China, Europa e Índia, superaram em seis vezes a queda das vendas para os Estados Unidos: R$ 16,1 bilhões, contra RS 2,6 bilhões, respectivamente.

No período apontado, o comércio com o mercado estadunidense já estava sob impacto do primeiro tarifaço, imposto no ano passado em duas etapas, em abril e agosto.

Müller anunciou um pacote de R$ R$ 130 milhões, a partir de agosto, para apoiar as empresas brasileiras a diversificarem os destinos para suas vendas ao exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses recém-impostas pela administração Donald Trump.

Segundo reportagem da Agência Brasil, o presidente da Apex afirmou que houve, no primeiro semestre do ano, uma redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA, resultado das tarifas aplicadas anteriormente.

“Mas tivemos um aumento de US$ 3,1 bilhões para a Europa, US$ 2,5 bilhões para a Índia, e US$ 10,5 bilhões para a China, só para citar alguns dos destinos mais importantes”, disse Laudemir Müller.

Na avaliação de Müller, a balança pesou a favor do Brasil a partir das medidas adotadas pelo governo desde o ano anterior, como o esforço para abertura de novos mercados para produtos nacionais, do qual a Apex tem participado.

As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também foram apontadas pelo presidente da agência como oportunidades para diversificar o comércio exterior do Brasil, reduzindo a dependência dos estadunidenses.

O dirigente ressaltou que a grande maioria das empresas exportadoras que buscam apoio da Apex conseguiram resistir ao primeiro tarifaço e expandir seus negócios com o exterior.

“Setenta e dois por cento das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA, e que são apoiados pela ApexBrasil, já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e maio de 2026. Elas acrescentaram, nesse período, pelo menos um novo destino de suas exportações”, disse.

Novo apoio

A ApexBrasil informou que o novo plano anunciado nesta sexta-feira será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras.

“A expansão para outros mercados a gente já faz. O que a gente vai trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, explicou Müller.

O chefe da agência estatal disse que as prioridades são o mercado da União Europeia, até pelo recente acordo com o Mercosul, além dos países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, entre outros, e que apresentam altas taxas de crescimento.

Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os possíveis novos mercados a serem explorados pelas empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA.

“São países de alto crescimento e desenvolvimento, eles têm procurado muito o Brasil para parcerias em investimento e estão crescendo a 7% ou 8% [do Produto Interno Bruto, PIB], com população jovem, e que demandam, inclusive, produtos que o Brasil tem”, disse.

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Assuntos ApexBrasil, China, Europa, exportação, Índia
Cleber Oliveira 20 de julho de 2026
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