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Política

Instituto contesta recomendação para anular concurso da Câmara de Manaus

14 de março de 2025 Política
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Sede da Câmara Municipal de Manaus (Foto: Divulgação/CMM)
Banca do concurso da Câmara Municipal de Manaus contesta recomendação (Foto: Divulgação/CMM)
Do ATUAL

MANAUS – Em nota de repúdio divulgada nesta sexta-feira (14), o Instituto Acesso contestou a recomendação do Ministério Público do Amazonas para que a CMM (Câmara Municipal de Manaus) anule o concurso público realizado em 2024, organizado pela entidade.

O instituto afirmou que não foi ouvido pelo Ministério Público, contestou as acusações de falhas no certame e ameaçou adotar “medidas extremas”, sem dizer quais, para impedir que ele seja anulado.

A entidade também sustentou que uma sindicância aberta pela CMM apontou que não houve irregularidades e que denúncias que já haviam sido arquivadas foram “ressuscitadas” após a mudança do promotor do caso. A entidade questionou sobre possíveis interesses por trás da tentativa de anular o concurso.

“As supostas irregularidades já haviam sido esclarecidas e alguns procedimentos até mesmo arquivados. No entanto, sem qualquer justificativa razoável, essas questões foram ressuscitadas após a mudança de promotor, em um verdadeiro atentado à segurança jurídica e aos princípios da razoabilidade e da ampla defesa”, disse o instituto em nota.

“O Instituto Acesso não aceitará essa tentativa de invalidar um concurso legítimo e tomará todas as medidas cabíveis para garantir que a verdade prevaleça. Se necessário, adotaremos medidas extremas para assegurar que os direitos dos candidatos sejam preservados e que a legalidade do certame seja respeitada”, afirmou a entidade.

A recomendação para anular o concurso foi expedida nesta quinta-feira (13) pelo promotor de Justiça Armando Gurgel Maia após reunião com 24 vereadores de Manaus. Antes de ser enviado para Armando, o caso tramitou no gabinete do promotor Antônio José Mancilha, que se declarou impedido por motivo de foro íntimo.

Inicialmente, o Ministério Público recomendou a anulação apenas para os cargos de procurador legislativo e médico, mas decidiu ampliar a medida sob alegação de que identificou novas irregularidades em reuniões com o grupo de parlamentares realizadas nos dias 11 e 13 de março.

“Foram identificadas novas irregularidades que levaram à ampliação do pedido de anulação para todos os cargos e ao entendimento de que a possível homologação do certame poderia gerar insegurança jurídica”, informou o Ministério Público.

Em nota, o instituto classificou a recomendação do Ministério Público como “medida extrema” e comunicou que adotará “medidas extremas” para assegurar que os direitos dos candidatos sejam preservados e que a legalidade do certame seja respeitada.

O instituto também contestou todos os argumentos apresentados pelo Ministério Público para recomendar a medida, incluindo a falta de cotas para pessoas negras no concurso. A entidade afirmou que não existe lei no Amazonas que obrigue a reserva de vagas.

O instituto contestou ainda a alegação de que usou inteligência artificial para corrigir as provas discursivas para o cargo de procurador e de que houve vazamento dos nomes dos candidatos. Segundo a entidade, as correções foram realizadas por um magistrado, com total independência e imparcialidade.

“Além disso, a sindicância realizada pela Câmara Municipal para apurar eventuais irregularidades no cargo de auditor revelou o óbvio: não houve vazamento de informações ou qualquer prejuízo aos candidatos”, afirmou o Instituto Acesso.

O organizador do concurso afirmou que a acusação de que houve favorecimento de parentes de servidores da Câmara é “completamente descabida”.

O instituto também questionou sobre os interesses por trás da anulação do concurso. “Ressalte-se que, há necessidade de se fazer algumas indagações: Quem ganha com a anulação do concurso? Essa é uma reflexão necessária. A quem interessa a instabilidade e a insegurança jurídica? Quem se beneficia com a incerteza e o desrespeito ao esforço dos candidatos adotando essa medida extrema?”, diz trecho da nota.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DE REPÚDIOBaixar

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Assuntos Câmara de Manaus, CMM, Concurso Público, Instituto Acesso, manchete, Ministério Público, recomendação
Felipe Campinas 14 de março de 2025
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1 Comment
  • Gustavo Henrique disse:
    15 de março de 2025 às 10:38

    Decisão meramente política! Infelizmente concursos no estado do Amazonas estão se tornando um calvário jurídico… Todo mundo querendo ganhar no grito e impedir que as pessoas de direito assumam suas vagas.

    Responder

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