
Do ATUAL
MANAUS — A insegurança alimentar grave no Amazonas recuou de 10,3% em 2023 para 8% em 2024, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) – Segurança Alimentar 2024, divulgada nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar da melhora, 330 mil pessoas (8%) ainda vivem em situação de fome. O estado é o segundo com maior taxa de insegurança alimentar grave, atrás apenas do Amapá (9,3%).
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Em um ano, cerca de 92 mil pessoas saíram da situação de insegurança alimentar grave no Amazonas. Em 2023, eram 422 mil pessoas (10,3%) nessa condição; em 2024, o número caiu para 330 mil (8%).
A melhora também foi observada entre os domicílios, cuja proporção em segurança alimentar passou de 57,4% em 2023 para 61,1% em 2024, um aumento de 3,7 pontos percentuais. Os domicílios com algum grau de insegurança alimentar diminuíram de 42,6% para 38,9%, refletindo a melhora observada entre os moradores, informa o IBGE.
Em números absolutos, 2,3 milhões de pessoas (56,9%) vivem em domicílios com segurança alimentar no Amazonas, contra 2,1 milhões (52,8%) em 2023 — um ganho de 4,1 pontos percentuais. A insegurança alimentar total, que engloba os níveis leve, moderado e grave, caiu de 47,2% para 43,1%, o que corresponde a cerca de 190 mil pessoas a menos em situação de vulnerabilidade alimentar.
Entre os níveis, a insegurança alimentar leve caiu de 28,3% (1,16 milhão de pessoas) para 27,0% (1,11 milhão); a moderada passou de 8,6% (353 mil) para 8,2% (338 mil); e a grave, de 10,3% (422 mil) para 8,0% (330 mil).
Nacional
No contexto nacional, 75,8% dos domicílios brasileiros estavam em segurança alimentar em 2024 ante 72,4% em 2023. A proporção de lares com algum grau de insegurança caiu de 27,6% para 24,2%, e a insegurança grave diminuiu de 4,1% para 3,2%.
Entre as regiões, o Sul apresentou os melhores resultados com 86,4% dos domicílios e 85,6% dos moradores em segurança alimentar. Já o Norte registrou os menores percentuais — 62,4% dos domicílios e 59,2% dos moradores.
Entre os estados, Santa Catarina teve o maior percentual de domicílios com segurança alimentar (90,6%), e o Pará, o menor (55,4%). O maior avanço ocorreu em Sergipe, que cresceu 14,3 pontos percentuais, enquanto Roraima apresentou a pior variação, com queda de 7,2 pontos percentuais.
Segundo o IBGE, a insegurança alimentar é classificada em três níveis: leve, quando há preocupação com o acesso a alimentos no futuro; moderada, quando há redução da quantidade entre adultos; e grave, quando a escassez atinge também as crianças, configurando situação de fome nos domicílios.
