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Economia

Indústria reduz projeção para novos investimentos no Brasil

13 de setembro de 2017 Economia
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Indústria têxtil (Foto: industrytextil.com/Divulgação)
Setor industrial reduziu projeção para novos investimentos na produção (Foto: industrytextil.com/Divulgação)

O Estadão Conteúdo

RIO DE JANEIRO – O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria recuou 2,8 pontos no terceiro trimestre de 2017 em relação ao trimestre anterior, informou nesta quarta-feira, 13, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com a perda, o indicador caiu para o patamar de 105,1 pontos. O Indicador de Intenção de Investimentos mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriais. O objetivo é antecipar tendências econômicas.

“O arrefecimento da tendência da alta do Indicador de Intenção de Investimentos retrata bem a dificuldade de se acelerar investimentos em um ambiente de elevadas ociosidade e incerteza. O setor industrial coloca-se em compasso de espera por notícias que aumentem o grau de certeza quanto ao rumo da economia no horizonte de dois a três anos. Essa postura pode ser ilustrada pela ocorrência de um recorde de empresas prevendo estabilização do ritmo de crescimento dos investimentos nos próximos meses apesar de a economia apresentar uma inequívoca tendência de aceleração no momento”, avaliou Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Pelo segundo trimestre consecutivo, a proporção de empresas prevendo investir mais nos 12 meses seguintes superou a fatia das que projetam investir menos, movimento que não ocorria desde 2014. Na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2017, houve redução tanto da parcela de empresas que preveem investir mais, passando de 25,6% para 21,1%, quanto das que preveem investir menos, de 17,7% para 16,0%.

Com a menor incidência de respostas extremas, a proporção de empresas prevendo estabilidade dos investimentos foi a maior já registrada na série histórica iniciada em 2012. Segundo a FGV, o resultado foi possivelmente afetado pelo aumento do grau de incerteza em relação à execução do plano de investimentos na comparação com a sondagem do segundo trimestre, que teve a apuração quase inteiramente realizada no período anterior à crise política agravada em 17 de maio, quando foi divulgada a delação do empresário Joesley Batista envolvendo o presidente Michel Temer.

Quanto ao grau de certeza em relação à execução do plano de investimentos nos 12 meses seguintes, a proporção de empresas que estão certas em relação à execução do plano de investimentos (28,2%) superou a proporção de empresas incertas (27,3%) pelo terceiro trimestre consecutivo. Nos dois trimestres anteriores, porém, as respostas denotavam um maior grau de certeza. No segundo trimestre, estas proporções tinham sido de 25,0% e 21,3% respectivamente.

A coleta de dados para a sondagem agora divulgada ocorreu entre os dias 3 de julho e 31 de agosto, com informações de 723 empresas.

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Cleber Oliveira 13 de setembro de 2017
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