
Por Rosário Silva, da Redação
MANAUS – Com o tema ‘Vida em primeiro lugar’ e o lema ‘Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!’ a arquidiocese de Manaus promove, nesta quarta-feira, 7, a passeata Grito dos Excluídos. Representantes de movimentos sociais, lideranças estudantis e das pastorais irão se concentrar a partir 15h em frente à antiga Santa Casa de Misericórdia, no Centro da capital, de onde saem para a praça da Igreja de São Raimundo, na zona centro-sul.
“Estamos retomando o Grito dos Excluídos após dois anos sem um movimento de massa. Nele, temos a oportunidade de trazer à opinião pública diversos temas para alertar sobre , como a falta de políticas públicas e os direitos civis violados. É o caso do reordenamento da saúde proposto pelo Estado, que fecha CAICs (Centro Integrado de Atenção às Crianças) e CAIMIs (Centro de Atendimento à Melhor Idade) ferindo os direitos de crianças e idosos”, disse o diácono Afonso Brito, coordenador da Cáritas Manaus.
O tema é referente à Campanha da Fraternidade 2016, que alerta para o cuidado com o o planeta Terra, não só na questão ambiental, mas também social e econômica. “Considerando esta realidade, sobretudo das pessoas mais humildes, abordaremos essas temáticas para gritar pela ética na política e o desejo de banir do meio político oportunistas e velhacos que estão há tanto tempo no poder, tiveram oportunidade de fazer algo concreto para as pessoas e pouco fizeram, e ainda continuam com conversas mentirosas”, disse o coordenador das pastorais da Arquidiocese de Manaus, padre Geraldo Bendahan. “Mas a mudança precisa ser bem maior que simplesmente colocar gente nova, e sim pessoas que sejam a favor de uma reforma política”, enfatizou.
Para a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o Grito dos Excluídos é uma manifestação popular que vem ocorrendo no Brasil desde 1995, sempre na Semana da Pátria, e que coincide com o Dia da Independência do Brasil – feriado de 7 de Setembro. Conforme a CNBB, a manifestação tem o objetivo permanente de dar visibilidade aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade mais justa e inclusiva.
