
Do ATUAL
MANAUS — O governador Wilson Lima lançou, nesta terça-feira (6), o Pecim (Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares), projeto do bolsonarismo de gestão militar dos colégio do ensino regular da rede pública estadual. O programa, do ex-presidente Jair Bolsonaro em âmbito federal, foi encerrado pelo governo Lula.
Wilson Lima disse que, mesmo após o encerramento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares pelo governo federal, em 2023, o modelo foi mantido no Amazonas por ele com o Decreto nº 49.042, de 26 de fevereiro de 2024.
“Parte dos conteúdos é ministrada pelos profissionais da Secretaria de Educação e a parte de ordem, disciplina, de comportamento dentro do ambiente escolar, dentro das áreas comuns, isso aí é tocado pela Polícia Militar. Tem policiais da ativa, tem policiais aposentados que também vêm prestar esse serviço aqui”, disse o governador em entrevista coletiva.
Wilson disse que os policiais envolvidos na iniciativa são formados na área da educação ou passam por capacitação para atuar em escolas. Para ele, o modelo “é de excelência e por isso não se pode deixar sem esse legado”.
“Ele é um modelo que tem dado excelentes resultados […] Imagina só um aluno aqui do Estado do Amazonas ir para o outro lado do mundo, ir para a Tailândia, e de lá arrancar uma medalha de prata, uma medalha de bronze. Isso é uma prova inequívoca de que esse modelo dá certo”, discursou o governador, sem citar o nome do aluno e nem a modalidade que disputou na Tailândia.
O governador inaugurou a Escola Estadual Cívico-Militar Profª Tereza Siqueira Tupinambá, na zona norte de Manaus. A unidade, uma das seis inicialmente incluídas no Pecim, funcionará em tempo integral. Segundo o governador, o modelo foi implantado após diálogos com pais, professores e a comunidade escolar.
“Essa escola é uma escola que estamos alinhando dois fatores importantes: uma educação de excelência e valores fundamentais como: respeito, disciplina e comprometimento com o bem coletivo. E é isso que estamos trabalhando todos os dias, dar uma educação de qualidade, mas que acima de tudo isso daqui seja espaço para formar caráter, para formar o cidadão do bem e um homem e uma mulher que daqui a pouco serão nossos profissionais do futuro”, afirmou.
Atualmente, o Amazonas conta com sete escolas cívico-militares: seis em Manaus e uma em Tabatinga. Wilson Lima disse que a expansão para outros municípios dependerá de diálogo com a comunidade escolar e pais dos alunos.
