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Economia

Frete defasado reduziu serviços de transportadoras, revela pesquisa

2 de fevereiro de 2018 Economia
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Oi instalou torres e cabos às margens de rodovias e deixou de pagar pelo uso do espaço público (Foto: Dnit/Divulgação)
Oi instalou torres e cabos às margens de rodovias e deixou de pagar pelo uso do espaço público (Foto: Dnit/Divulgação)
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NATAL – A defasagem no frete de carga lotação chega a 20,60% e na carga fracionada a 13,95%, informou o Conet (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que pesquisou o setor em todo o País. De acordo com a pesquisa, 62% das empresas de logística tiveram queda no faturamento e 47,6% diminuíram de tamanho. “As dificuldades em 2017 também prejudicaram muito a cobrança dos demais componentes tarifários. Neste caso, é imprescindível que sejam cobrados de forma adequada”, disse Lauro Valdívia, assessor técnico da NTC&Logística. Empresários e executivos de transporte se reuniram em Natal (RN), nessa quinta-feira, 1º.

A pesquisa envolveu 2.495 empresas de transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil e traz um panorama de 2017. “Apesar da pequena recuperação do frete em 2017, essa não foi suficiente para recompor a defasagem acumulada nos últimos anos”, afirma Lauro.

Conforme os empresários, toda a cadeia produtiva foi afetada e o pagamento do frete ficou prejudicado. O estudo revelou que 52,4% das transportadoras estão com fretes a receber em atraso, o que significa, em média, que as empresas demoram 25,9 dias para receber o pagamento. Como consequência disso, 40,6% delas estão com parte da frota parada e 29,3% sofrem com alguma ação trabalhista.

Os fatores que mais contribuíram para esta situação em 2017 foram, em primeiro lugar, os aumentos dos custos, em especial o do combustível (9,44% nos postos e 12,49% nas distribuidoras), depois as majorações de salários, que chegaram a 4,50%, aumento das despesas administrativas da ordem de 3,55%, manutenção (1,94%), preço dos pneus novos (7,56%) e preço dos veículos (8,60%).

“O setor de transporte rodoviário de carga foi fortemente atingido pela situação econômica do Brasil dos últimos quatro anos. As empresas transportadoras lutaram para se adaptar à nova realidade do mercado, reduzindo custos, diminuindo de tamanho, cedendo a exigências e, principalmente, reduzindo o frete.”, afirma José Hélio Fernandes, presidente da NTC&Logística.

Fernandes faz uma recomendação: “Orientamos o transportador para que faça suas contas e adeque sua remuneração aos desafios que estão por vir e encontre junto com os contratantes o equilíbrio comercial necessário, sobretudo neste momento, sob pena de se verem diante de situações de difícil e onerosa solução em suas operações”.

O quadro abaixo traz um resumo da situação atual e um comparativo com os períodos anteriores:

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