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Expressão

Estranhas manobras em torno do processo de impeachment na Assembleia

10 de julho de 2020 Expressão
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Alessandra Campêlo
Alessandra Campêlo presidiu a votação para homologar a comissão do impeachment na Assembleia (Foto: ALE/Divulgação)

MANAUS – A oposição na Assembleia Legislativa do Amazonas vai tentar, nesta sexta-feira, 10, impedir a escolha do presidente e do relator da comissão especial do impeachment.

O argumento é de que a votação que homologou os nomes e a formação da comissão, no plenário, na quinta-feira, 9, não tinha o quórum necessário para tal. Eram necessários 13 deputados em plenário e só havia 12, sustentam deputados de oposição, que querem uma nova votação na terça-feira, 14.

A vice-presidente da Assembleia, deputada Alessandra Campêlo (MDB), que presidiu a votação, sustenta que havia, sim, 13 deputados e que a votação foi feita dentro do que exige o regimento interno da Casa.

O estranho, nessa história, é a oposição, que mais do que ninguém queria o processo de impeachment do governador Wilson Lima e do vice-governador Carlos Almeida, agora queira atrasar os trabalhos.

E mais estranho é que os deputados tenham tentado obstruir a votação para homologar a comissão especial com a estratégia de esvaziamento do plenário. Todos se retiraram, tanto os presentes quanto os que participavam da sessão de forma virtual. Até os chamados “independentes” apagaram a tela do computador ou se retiraram do plenário.

Há a suspeita de que a manobra seja um sinal de que a oposição enxerga uma derrota iminente após a composição da comissão especial.

De fato, como informou o ATUAL, os deputados que apoiam o governo são maioria no colegiado e teriam votos suficientes para rejeitar o impeachment.

No primeiro momento, a comissão fará uma análise técnica do pedido, e tem 10 dias emite parecer opinando se a denúncia deve ser ou não ser deliberada. Dentro desse período, a comissão poderá realizar as diligências que julgar necessárias, e Wilson Lima e Carlos Almeida Filho deverão apresentar defesa prévia.

É o primeiro embate político, quando a oposição terá que sustentar a veracidade das denúncias diante da defesa dos denunciados. E nesse primeiro embate, o processo de impeachment pode ser arquivado.

O impeachment é um julgamento essencialmente político e vence quem tem maioria. Portanto, iniciado, o jogo precisa ser jogado. Para a sociedade, quanto mais cedo acabar, melhor.

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Assuntos Assembleia Legislativa, Carlos Almeida Filho, comissão do impeachment, oposição na ALE, Wilson Lima
Valmir Lima 10 de julho de 2020
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1 Comment
  • Paula disse:
    10 de julho de 2020 às 09:02

    Isso é uma vergonha para o povo Amazonense. Temos que afastar a Dep. Alessandra Campelo e Joana Darca, as envolvidas com Wilson Lima. Precisamos tirar esse Governador. Por favor.

    Responder

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