
Informação e Opinião
Por Valmir Lima, do ATUAL
MANAUS – O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou um pedido formal ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) para exercer o mandato à distância, dos Estados Unidos, onde vive refugiado desde fevereiro deste ano.
O deputado pediu licença do cargo, que só é permitido por três meses. Desde que terminou a licença, ele vem levando falta na Câmara dos Deputados, mas não quer voltar ao Brasil por medo de ser preso.
Na carta Eduardo Bolsonaro argumenta que o Brasil vive um regime de exceção, o que não é verdade, e que se voltar ao Brasil ele poderia ser preso. Isso, sim, é verdade.
Eduardo tenta desesperadamente, nos Estados Unidos, livrar o pai Jair Bolsonaro da cadeia. O julgamento do ex-presidente por participação na trama golpista será iniciado nesta terça-feira (2) e deve durar uma semana.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos tramando contra o país e foi o responsável, como ele próprio afirmou, pelo convencimento do governo do presidente Donald Trump a aplicar uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros vendidos aos EUA.
Além disso, ele tenta convencer o presidente Donaldo Trump a aplicar sanções a membros do Judiciário brasileiro que participam do julgamento de Jair Bolsonaro ou que tenham tomado decisões no passada que contrariaram os interesses da direita.
Permitir que ele exerça a partir dos Estados Unidos o mandato de deputado federal é uma medida tão absurda quanto permitir que estrangeiro, morando em outro país, concorra a cargos eletivos no Brasil.
Pagar com dinheiro público um político para conspirar contra o próprio país soa mais absurdo ainda.
O pedido de Eduardo Bolsonaro deve ser solenemente rechaçado pelo presidente da Câmara dos Deputados, em nome da decência e da razão.

