O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Sandoval Alves Rocha

Em Manaus, água é meio de exploração empresarial

20 de agosto de 2021 Sandoval Alves Rocha
Compartilhar


O reconhecimento do direito humano à água e ao saneamento pela Organização das Nações Unidas (ONU) representa uma importante conquista civilizatória. Apesar da oposição das grandes empresas e diversas potências mundiais, a ONU afirmou a existência de um “direito à água potável e segura e ao saneamento como direito humano essencial para o gozo pleno da vida e de todos os direitos humanos” (A/RES/64/292, 03 de agosto de 2010).

O reconhecimento deste direito valoriza e protege a vida humana independentemente da sua utilidade para a sociedade e para o sistema econômico predominante. A vida possui um valor incalculável em termos econômicos, não podendo ser submetida ao regime de compra e venda. Mas tal dignidade é ignorada pelo sistema capitalista e seus defensores, que buscam transformar tudo em mercadoria em favor da manutenção dos seus lucros e do fortalecimento da ditadura do dinheiro.

Esta visão econômica incorporada em poderosos grupos e setores da sociedade busca fragilizar todos os direitos e garantias coletivas que possam oferecer alguma liberdade às pessoas perante o mercado ou possibilitem os cidadãos viverem sem se humilharem diante dos grandes banqueiros, empresários e financistas. Contrários a qualquer iniciativa que busca controlar o mercado, os seus defensores trabalham para que todas as coisas estejam à sua disposição para serem convertidas em rendimentos: a água, a natureza, a cultura e a vida.

Há vinte anos o ex-governador Amazonino Mendes e o ex-prefeito Alfredo Nascimento entregaram para o mercado a gestão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade de Manaus, submetendo ainda mais a vida dos manauenses ao domínio do dinheiro. O plano era que a água potável fosse reservada somente para aqueles que a pudessem obter no mercado. O acesso a este bem essencial passou a depender do pagamento de elevadas tarifas cobradas pelas empresas que se alternaram ao longo da concessão: Lyonnaise des eaux –Suez, Soluções para a Vida, Águas do Brasil e Aegea Saneamento e Participações.

Em tempos de crise generalizada essa ânsia pelo lucro tem provocado níveis extravagantes de exploração e desumanidade. Pandemia, corrupção, desemprego, pobreza, violência, devastação ambiental e poluição hídrica. Nenhuma destas tragédias aplaca a ganância das empresas do saneamento, que aspiram maximizar infinitamente as suas receitas. A lógica capitalista fecha os olhos para as condições humanas e sociais que assolam o povo manauara.

A concessionária Águas de Manaus, controlada pela Aegea Saneamento e Participações, tem obtido sucesso na sua missão de ampliar os lucros do empreendimento. De acordo com o balanço patrimonial da empresa, nos últimos dois anos a receita bruta de arrecadação foi de mais de R$ 1,55 bilhão de reais. Com isso, a Águas de Manaus alcançou um crescimento de 93% no lucro líquido em apenas dois anos, 2019 e 2020.

Mesmo diante de extraordinária arrecadação, a empresa ainda adia a universalização dos serviços de abastecimento de água na cidade e entrega os serviços de esgotamento sanitário somente para 22% da população. Este serviço está disponível em pouco mais de 60 localidades, incluindo conjuntos residenciais e comunidades. Das 187 áreas oficiais de Manaus, entre bairros e comunidades, só 15 têm serviços de esgoto.

O desejo de lucrar é desmedido! Apesar da ótima rentabilidade em troca de serviços precários, a empresa atualmente pressiona para aumentar a tarifa de água em 24,5%. Conforme o IBGE, Manaus tem 176 mil famílias vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, em situação de indigência completa. Além disso, estão cadastradas 135 mil famílias no Programa Bolsa Família, indicando o alto grau de empobrecimento da população. Nada disso, sensibiliza a empresa! Sua preocupação tem sido só com o seu capital.

Não foram essas as promessas que fizeram quando privatizaram os serviços de água e esgoto da cidade. No entanto, para quem conhece a lógica que rege o mercado essas contradições não são novidades. Multiplica-se no mundo o encerramento de contratos privados dos serviços de água e esgoto porque a política de privatização é desumana e insustentável.

Em Manaus, até quando o Poder concedente (Prefeitura de Manaus), o Judiciário, o Legislativo e os órgãos de fiscalização vão acatar silenciosamente tamanho desrespeito contra a população? Quando vão colocar em primeiro lugar a vida e os direitos humanos? Quando vamos nos empenhar de verdade na construção de uma cidade justa, humana e ambientalmente sustentável?


Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Conflitos hídricos em tempos de mudanças climáticas

Proprietários da Águas de Manaus realizam operações suspeitas

A guerra e a abolição da humanidade

Manaus é a sétima capital com pior saneamento do país, mostra ranking

Fórum das Águas se mobiliza para a Terceira Romaria das Águas

Assuntos exploração comercial, privatização da água, Sandoval Alves Rocha, Saneamento Básico
Cleber Oliveira 20 de agosto de 2021
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Sandoval Alves Rocha

Conflitos hídricos em tempos de mudanças climáticas

24 de abril de 2026
Sandoval Alves Rocha

Proprietários da Águas de Manaus realizam operações suspeitas

17 de abril de 2026
Dia a Dia

Manaus é a sétima capital com pior saneamento do país, mostra ranking

18 de março de 2026
lixo nos igarapés de Manaus
Expressão

Saneamento básico, um problema a ser atacado e vencido

10 de fevereiro de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?