
MANAUS – O ódio, a intolerância e a maldade sempre marcaram a história da humanidade. Estas atitudes mostram o outro lado dos homens e mulheres ao incentivarem o surgimento e a criação de diversas formas de matar. Ao contrário das filosofias humanistas, que consideram a dignidade humana como o valor absoluto a ser afirmado e cultivado, o ódio e a intolerância têm sido os grandes motores da destruição do ser humano e da natureza, colocando em curso estratégias cruéis de abolição das diversas formas de vida.
Hoje, mais do que nunca, é urgente educar para a paz! Não podemos abdicar da construção da paz nem um minuto, pois os sentimentos negativos estão à espreita buscando oportunidades para destruir tudo de bom que foi construído.
A história testemunha a presença de personalidades megalomaníacas ansiosas por prevalecer sobre todos, praticando a violência contra pessoas inocentes que não têm como se defender. Evidente que há projetos mais discretos, mas igualmente prejudicais no mundo do cotidiano.
Napoleão Bonaparte, Adolf Hitler e Josef Stalin algumas destas figuras históricas que arquitetaram a morte em massa considerando-se pessoas superiores aos demais seres humanos. Deixaram um legado triste e lamentável constituído de derramamento de sangue, abandono de corpos e agressões contra a vida. Não foram capazes de entranhar as atitudes mais nobres da humanidade como colaboração, altruísmo e empatia. Entraram na história como exemplos que não devem ser seguidos. Eram expertos em desenvolver ações de guerra, violência e abolição do ser humano.
O desenvolvimento de tecnologias mortíferas mostra a necessidade continuarmos apostando na educação para a paz, estimulando iniciativas de solidariedade, respeito e sensibilidade socioambiental. Armas superpotentes podem ser ativadas por governantes irresponsáveis matando milhares de pessoas inocentes a qualquer momento.
Estamos na beira de um precipício e superpotências como os Estados Unidos da América pressionam para que a queda seja cada vez mais rápida e catastrófica. Além do capitalismo americano, o anti-humanismo propagado pelo atual governo da Casa Branca constituem as bases para o colapso generalizado.
Se as superpotências não conseguem indicar os caminhos mais viáveis a seguir é necessário buscá-los no nosso cotidiano aonde vamos tecendo o cuidado para com os demais, nas lutas pela preservação da natureza, nos gestos simples de colaboração e empatia. Que a semana Santa nos ajude a dar passos mais firmes nesta direção.
Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).
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