
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS – Duas balsas irão reforçar o transporte veículos no trecho Manaus-Careiro da Várzea, informou a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) ao ATUAL. Nesta semana, a agência autorizou mais uma empresa a operar de forma emergencial na travessia. O objetivo é diminuir a fila quilométrica de veículos que existe na BR-319 desde o início deste mês.
Com o reforço, nove embarcações irão transportar carretas, ônibus e carros de passeio procedentes de outros estados do país que aguardam há dias no Castanho, na rodovia BR-319, para atravessar de balsa sobre os rios Amazonas e Negro e chegar à capital. A travessia dura cerca de uma hora.
As sete embarcações que atualmente ofertam os serviços não estão conseguindo atender a demanda, que aumentou desde fim de setembro. Caminhoneiros relatam que a espera dura em média quatro dias.
Mesmo sem asfalto, a rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO), se tornou a principal alternativa aos rios, que atingiram níveis históricos na seca deste ano. A situação tem dificultado o transporte de mercadorias, incluindo itens essenciais. O Rio Madeira, que também interliga Porto Velho a Manaus, tem trechos de difícil navegação.
A empresa autorizada a operar no trecho é a Aiub Turismo, conforme publicação no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (15). De acordo com a agência, a partir da publicação no DOU, a empresa está liberada para iniciar a operação imediatamente. “O início, no entanto, depende da empresa”, informou a Antaq.
A empresa já tinha um processo em andamento, mas aguardava os trâmites burocráticos para operar. Em razão da situação emergencial, a Antaq decidiu autorizar a empresa a iniciar os serviços imediatamente. A autorização vale por 180 dias, mas pode ser prorrogada por igual período.
“Isso vai aumentar a oferta de balsas na travessia e consequentemente diminuir o fluxo de veículos no local”, comunicou a Antaq.
A autarquia federal também suspendeu temporariamente uma resolução que limita a entrada de novos operadores até que seja comprovada a viabilidade operacional. “Isso vai abrir espaço para que novas empresas que preencham os requisitos legais possam solicitar autorização temporária para operar na travessia”, informou a agência.

