
Do ATUAL
MANAUS — Em reunião realizada nesta quinta-feira (10), o Diretório Municipal do PT (Partido dos Trabalhadores) aprovou um pedido para afastar o deputado Sinésio Campos da presidência do Diretório Estadual da sigla no Amazonas.
O pedido foi motivado no fato de o deputado ter assumido ser dele a quantia R$ 20 mil apreendida pela Polícia Federal com uma assessora do parlamentar. A apreensão ocorreu no dia 3 de outubro, quando a assessora tentava embarcar com o dinheiro para o interior do estado, no Aeroclube de Manaus, localizado na zona centro-sul da cidade.
Valdemir Santana, presidente do diretório municipal, afirmou que o afastamento solicitado é temporário, e visa garantir a integridade das investigações da polícia. O pedido será enviado ao Diretório Nacional do PT em Brasília na próxima semana. Só a direção nacional tem poder para afastar um presidente estadual.
Sinésio Campos disse ao ATUAL que o pedido de afastamento da presidência da sigla é um ato para “causar constrangimento a ele”, e que recebeu com “surpresa” a decisão, ao tomar conhecimento pelos meios de comunicação.
O deputado afirmou que se trata de uma briga interna do partido pela presidência No próximo ano haverá eleição para a escolha de um novo presidente, mas Sinésio disse que não irá concorrer, pois já está em seu segundo mandato no partido.
Sinésio a votação do diretório municipal que decidiu pelo afastamento não tem “valor regimental” porque, segundo ele, o assunto não estava na pauta da reunião e que não houve deliberação sobre o assunto.
De acordo com Sinésio, a reunião era para “tratar de apoio do partido para o segundo turno” da eleição para prefeito de Manaus, e concluiu dizendo que se trata de “perseguição” política.
