
O advogado Délcio Luis Santos, que atua como juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, autor da liminar que impediu a posse de Raimundo Magalhães (PRB) como prefeito de Coari, tem no currículo diversos processos na Justiça Eleitoral em que defendeu o grupo do agora ex-prefeito. Adail está preso em Manaus há mais de um ano, condenado a 11 anos de prisão, mas, de acordo com o deputado Luiz Castro (PPS), continua dando as ordens ao seu grupo de dentro do quartel da Polícia Militar, onde está preso. A decisão de Délcio Santos atendeu a um pedido de outro advogado de Adail Pinheiro, Francisco Balieiro. Trata-se de uma ação sem qualquer fundamento jurídico, que pede a anulação da eleição de 2012 sob a alegação de que há um processo com pedido de anulação dos votos do terceiro colocado, Arnaldo Mitoso (PMN). Se seguisse a recomendação do Ministério Público, Délcio teria arquivado o pedido. Como julgador que prestou serviços ao grupo de Adail, o jurista deveria ter ao menos considerado a fragilidade da ação e submetido o pedido ao plenário do TRE. Em vez disso, deferiu uma liminar suspendendo a posse e submetendo a decisão ao plenário, para que referende-a ou não. Délcio atuou, principalmente, na defesa de Rodrigo Alves da Costa, o ex-vice de Adail Pinheiro, que, apoiado por ele, se elegeu prefeito de Coari em 2008, mas teve o mandato cassado por compra de votos. Nos processos julgados pelo TSE, Délcio aparece ora como advogado principal, ora como coadjuvante, na defesa de Rodrigo Alves. Alguns desses processos, Adail também responde como requerido, sob a defesa de Francisco Balieiro.
Abdala solta o verbo 1
O deputado Abdala Fraxe (PTN), durante a entrevista coletiva com o prefeito não empossado Raimundo Magalhães, soltou o verbo e disse que “essa manobra de última hora” que resultou na liminar de Délcio Santos, “foi única e exclusivamente para sumirem com o dinheiro dos cofres da Prefeitura de Coari daqui para o dia 6”. Dia 6 é a data que a decisão de Délcio deve ser analisada pelo plenário do TRE-AM.
Abdala solta o verbo 2
Abdala explicou o motivo da preocupação com o dinheiro de Coari: “Ontem, caiu na conta da prefeitura de Coari R$ 4 milhões, que serão surrupiados daqui para o dia 6, sem sombra de dúvidas. Esse dinheiro tem que ser rastreado. A Justiça, pela lógica deveria bloquear as contas de Coari”. O deputado disse que se daqui para o dia 6 outra parcela de recursos cair na conta do município “provavelmente evaporará”.
‘Único ficha limpa’
Raimundo Magalhães, questionado se disputará a reeleição, caso se torne prefeito, respondeu que está decepcionado com o processo político eleitoral. “Eu tenho uma decepção, porque fui o único candidato ficha limpa, e olha a dificuldade que está sendo pra mim ter garantido o meu direito”.
Sem nepotismo
Magalhães prometeu que, se assumir a Prefeitura de Coari, não colocará qualquer parente dele ou do vice-prefeito Clemente Josino na administração municipal. Ele disse que tem um irmão em Coari, mas que cuida da empresa dele, e vai continuar nessa função.
Calote na ópera
Mais de 20 atores que participaram da ópera “Pastores do Amazonas”, na comemoração do aniversário de Manaus, em outubro do ano passado, aguardam até hoje o pagamento da Manauscult pelos serviços prestados. Esta semana, eles fizeram plantão na sala do secretário Bernardo Monteiro de Paula, mas nem chegaram a ser recebidos. A justificativa dada por assessores do secretário é que o orçamento da secretaria para este ano ainda não foi liberado e o do ano passado foi encerrado em setembro.
Tempo de trégua?

O prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) postou na página pessoal dele no Facebook a foto acima, com a vereadora Rosi Matos (PT), para dizer que sancionou o projeto de lei de autoria dela, que garante 50% das vagas de estágios a estudantes do Ensino Médio de escolas públicas nas empresas ou consórcios que recebem incentivos ou isenções fiscais do município. Na imagem, Arthur elogia Rosi e diz que ela “mostra um espírito republicano grandioso ao ser autora de tão nobre iniciativa”. Na CMM, os três vereadores do PT são os únicos a fazer oposição ao prefeito.
‘Intensivão’ de liderança
Admitindo entender pouco de gestão pública, o deputado estadual David Almeida (PSD), novo líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado, inicia, hoje, na Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) um curso intensivo com técnicos e assessores da pasta sobre as finanças do Estado. Os funcionários esperam que o parlamentar aprenda o dever de casa em até uma semana.

