
Do ATUAL
Manaus – O prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou na manhã desta quarta-feira (16) que reajuste salarial para motoristas e cobradores das empresas do transporte público de passageiros depende do aumento no preço da passagem de ônibus. “Só pode ser dado o aumento para os rodoviários se tiver o aumento da passagem”, disse o prefeito em entrevista coletiva.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 12% a partir de maio e realizaram greve parcial na terça-feira e nesta quarta. A paralisação atingiu 30% da frota de ônibus, índice determinado pela Justiça.
“Todas as capitais aumentaram [o preço da passagem]. O Ministério Público, ele hoje não está questionando o aumento da passagem. Lá na petição, eles estão questionando a metodologia do subsídio. Então, essa metodologia precisa ser discutida em um outro momento, outro período”, propôs o prefeito.
David Almeida disse estar confiante no aumento da tarifa de ônibus dos atuais R$ 4,50 para R$ 5. “Eu acredito que nos próximos dias a gente vá chegar a um entendimento para que a gente possa fazer o aumento da passagem, dar o aumento dos trabalhadores rodoviários, e ter de volta a normalidade no sistema de transporte coletivo”, disse o prefeito.
Conforme o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Gevancir Oliveira, a categoria cumpre a decisão judicial que determina que o “sindicato dos trabalhadores mantenha em circulação 70% da frota de ônibus nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 50% nos demais horários, sob pena de multa de R$ 60 mil por hora de descumprimento”.
“Nosso último recurso é a greve. Já fizemos várias tratativas de acordo, mas sem sucesso. Então, vamos pra ‘guerra’” disse Givancir nas redes sociais.
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As universidades públicas do Amazonas suspenderam as aulas presenciais na capital amazonense por conta da greve dos ônibus. O desembargador David Alves de Mello Júnior, do TRT11 (Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região), determinou, na noite desta terça-feira (15), a intimação urgente do Sindicato dos Rodoviários para que esclareça no prazo de 24 horas se a categoria continuará com a paralisação. Para assegurar a intimação, o desembargador autorizou o uso de força policial, arrombamento de portas e intimação em qualquer hora ou local dos dirigentes do sindicato laboral.
