O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Contra racismo ambiental, evangélicos aliam Bíblia a preceitos sustentáveis

16 de agosto de 2021 Dia a Dia
Compartilhar
covid-19
Favela são excluídas de políticas ambientais, segundo movimento evangélico (Foto: Marcelo Horn/GERJ/Fotos Públicas)
Da Folhapress

SÃO PAULO – O que é racismo ambiental? Amanda Costa, 24, só precisa olhar em volta para ter essa resposta. “Ele me atravessa todos os dias. O caminhão de lixo que não faz a coleta, os lixões a céu aberto e as praças sujas. Bairros periféricos e favelados são sempre invisibilizados e excluídos”.

A realidade da jovem, que é negra e mora em Brasilândia (zona norte de São Paulo), ilustra um fenômeno que também pode ser resumido assim: trata-se de discriminar minorias direcionando-as a terrenos ambientalmente vulneráveis, como a favela sob risco de deslizamentos em temporais ou a comunidade ribeirinha banhada por um rio poluído com dejetos tóxicos. O conceito é caro à Coalizão de Evangélicos pelo Clima, grupo que alia preceitos bíblicos à agenda sustentável.

Outra forma de descrever essa modalidade de racismo, na voz do pastor Josias Vieira: “É quando eu envio para lugares inóspitos, sem infraestrutura, aquelas pessoas que são indesejáveis no centro urbano e majoritariamente são negras, pobres, indígenas”.

O líder da Igreja Batista de Coqueiral tem um exemplo local. “No meio do caminho tinha um rio chamado Tejipió”, ele diz sobre o curso d’água que serpenteia a região metropolitana de Recife. “Ele nasce limpo e, quando entra em (zona de) complexo industrial, começa a ser morto”.

O Tejipió transborda com frequência. “Pessoas que não têm onde construir (sua moradia) fazem uma laje sobre o rio e sobem uma casa”, diz. “Quando começa a temporada de chuva, elas perdem tudo. A prefeitura costuma dizer que foi chuva atípica, mas são décadas acontecendo isso”.

Com a juventude da igreja, o pastor ajudou a coletar 14 mil assinaturas num abaixo-assinado pedindo providências. “Jovem evangélico adora uma gincana, pode ter picolé no fim que ele vai com sangue”, brinca.

Saldo: pressionadas, as autoridades fizeram um trabalho de dragagem do Tejipió “que fez com que por dois anos consecutivos não tivesse cheia”, segundo o afroindígena ecoteólogo, como ele também se apresenta.

Já em sua gênese, a concepção de favela remete ao racismo ambiental, lembra Vieira. Ele lembra do morro da Providência, que já se chamou morro da Favela, fonte do nome que passou a designar esse tipo de conjunto de habitações populares.

“O termo nasce a partir do momento em que soldados negros não têm onde morar e são empurrados para os morros”, afirma. Esta que foi a primeira favela brasileira acabou sendo o destino, em 1897, de ex-combatentes que lutaram na guerra de Canudos. O governo descumpriu uma promessa de construir alojamentos no Rio de Janeiro para eles.

Cnidoscolus quercifolius é o nome de uma planta que, na cultura popular, chama-se favela. É um arbusto com folhas que provocam urticária, achado no sertão baiano descrito por Euclides da Cunha em “Os Sertões”.

“As comunidades periféricas têm origem na Lei Áurea, que enganosamente se comemora como a abolição da escravatura, mas que deixou à míngua povos negros”, diz o pastor. “Empurrados para fora das fazendas, foi-lhes negado o direito à saúde, à moradia, à educação. Muitos queriam voltar pra senzala pra continuar comendo o lixo que comiam porque não tinham nem lixo pra comer”.

Essa mesma parcela da população até hoje, em boa parte, concentra-se em regiões periféricas mais expostas aos efeitos deletérios de um meio ambiente castigado. Vieira cita a Cidade de Deus, região empobrecida no Rio que ficou internacionalmente conhecida pelo filme homônimo de Fernando Meirelles.

Quem anda por esse pedaço da zona oeste carioca não demora a entender na prática o que é racismo ambiental. Na rua Edgard Werneck, uma das principais vias de acesso à comunidade, o lixo se acumula no chão e nas caçambas, enquanto um vira-lata caramelo procura alimento em meio aos rejeitos.

Mais adiante, na estrada Marechal Miguel Salazar, um sofá e um armário são alguns dos objetos que ocupam a calçada e dificultam a mobilidade de quem passa por ali.

Já em outra rua da Cidade de Deus, os bueiros não dão conta de escoar a água, que se acumula em poças no chão. Molhar o pé é quase inevitável. Esse cenário vai ao encontro do que diz Amanda Costa: em contextos urbanos, favelas e periferias são alvos frequentes de segregação racial pelo viés ambiental.

Foi o que a motivou a criar o Perifa Sustentável em 2019. A iniciativa busca influenciar tomadores de decisão e usar as redes sociais para difundir a sustentabilidade.

No Instagram, ela embala postagens sobre sua rotina ativista com uma identidade visual pop. Como na publicação sobre uma “campanha baphônica” para o Dia Internacional da Tartaruga Marinha, ou no vídeo em que a fiel da Igreja Bola de Neve conta que reserva um tempinho para “conversar com Jesus, meu guia de vida”, e a mãe a dedura por não lavar a louça após sua janta vegetariana.

Além de integrar o coletivo de evangélicos ambientalistas, Costa foi eleita pela revista Forbes como um dos 90 brasileiros com até 30 anos que se destacaram em 2020. É também jovem embaixadora da ONU (Organização das Nações Unidas) para o tema, que pautou a eleição americana no ano passado.

O democrata Joe Biden propôs um plano de US$ 2 trilhões para reduzir as emissões de carbono e, com uma economia verde, apagar o racismo ambiental.

A origem da expressão é atribuída a Benjamin Chavis, ativista americano que, ainda na adolescência, foi assistente do reverendo Martin Luther King.

Chavis contou a história assim ao Washington Post: em 1982, ele liderava um protesto contra a decisão do governo da Carolina do Norte de despejar 40 mil m3 de solo contaminado com resíduos químicos cancerígenos (cerca de 40 piscinas olímpicas) numa comunidade de fazendeiros negros.

Já visado por autoridades, ele foi preso na estrada, após ser parado por uma viatura. O policial alegou que Chavis dirigia muito devagar. Atrás das grades, disse ser vítima de racismo ambiental.

Quatro décadas depois, Biden, recém-empossado presidente dos EUA, comprometeu-se a investir em energia limpa para minorias sob ameaça ambiental. Também nomeou, para postos na área, um indígena e um negro.

Notícias relacionadas

Lei cria premiação em dinheiro para servidores da saúde em Manaus

Justiça reduz pena de prisão de homem que ateou fogo na esposa

‘Fogo cruzado’: professor tem que ensinar e também identificar ameaça

Escola deve ser suporte para identificar violência contra crianças e adolescentes

Prefeito usa farda de gari para entregar caminhões de coleta de lixo

Assuntos evangélicos, lixões a céu aberto, racismo ambiental
Cleber Oliveira 16 de agosto de 2021
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Deputado Nikolas Ferreira na caminhada com apoio de fãs: espetáculo midiático da política (Imagem: Instagram/@nikolasferreira/Reprodução)
Política

Política do espetáculo atrai para adesão coletiva, mas sem projetos práticos

8 de fevereiro de 2026
Presidente Lula com o decreto que reconhece atividades gospel como manifestação cultural (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Dia a Dia

Governo reconhece cultura gospel como manifestação cultural nacional

23 de dezembro de 2025
Sala onde funcionava central telefônica para enganar fiéis foi desativada (Foto: PC-RJ/Divulgação)
Dia a Dia

Polícia desarticula ‘call center da fé’ e prende pastor e mais 35 pessoas

9 de outubro de 2025
Presidente Lula com admiradores: aviso aos adversários para eleições 2026 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Política

Lula volta a ser popular entre mulheres e católicos, mostra pesquisa

8 de outubro de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?