
Da Redação
MANAUS – Cerca de 200 toneladas de jerimum regional de comunidades próximas ao município de Manaquiri (a 156 quilômetros da capital) estão comprometidas com a cheia dos rios. Para não perder a safra e garantir renda aos produtores rurais, o produto será adquirido pelos programas de Regionalização da Merenda Escolar (Preme) e o de Aquisição de Alimentos (PAA).
O programa Balcão de Agronegócios da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) também negocia a venda para redes de supermercados, restaurantes, agroindústrias e feirantes. Sessenta toneladas já foram vendidas, rendendo R$ 30 mil aos agricultores, informou a ADS. A produção de batata doce e abobrinha também está sendo contemplada no plano emergencial.
“Em Manaquiri nós temos 196 agricultores cadastrados e três associações de produtores rurais. É um cenário que pede esse apelo emergencial”, disse o gerente do Balcão de Agronegócios Mário Moura.
Na comunidade Ressaca do Pesqueiro, o produtor rural Dena Matheus da Silva disse que não esperava uma cheia tão elevada para esse período do ano. “O jerimum tem período certo de tirar. A alagação está pegando todos os produtores de surpresa e essa ajuda que o governo está dando é ótimo para o produtor. Faz com que a gente escoa a produção, mesmo com a enchente elevada”, disse.
Segundo o prefeito de Manaquiri, Jair Souto, a enchente deste ano antecipou a subida dos rios e produtores de comunidades como Ilha do Barroso, Costa do Aruanã e Vila do Janauacá foram atingidos.
Em janeiro deste ano, segundo a ADS, produtores rurais e cooperativa de nove municípios do Amazonas comercializaram 130 mil quilos de produtos regionais por meio do programa Balcão de Agronegócios. A produção teve como destino grandes redes de supermercados na capital, além de agroindústria, restaurante e a Feira da Manaus Moderna. A aquisição movimentou um total de R$ 205.461,00.
A maior venda foi a de abacaxi, beneficiando agricultores da Vila do Engenho, em Itacoatiara. Foram comercializados 56 mil quilos da fruta, totalizando R$ 84 mil, para a empresa Manaós Polpas, que também adquiriu 15 mil quilos de cupuaçu do Distrito de Novo Remanso, também em Itacoatiara.
A Cooperativa dos Beneficiadores de Produtos Agroextrativistas de Amaturá (Coopebam) também foi contemplada com o programa Balcão de Agronegócios. A venda de 200 quilos de castanha para um restaurante em Boa vista (RR) gerou R$ 7 mil para os extrativistas do município. Já na capital, a Feira da Manaus Moderna adquiriu o limão produzido em Iranduba. Foram três toneladas de limão, totalizando R$ 4,5 mil.
O valor unitário dos produtos varia entre R$ 0,55 e R$ 2,00, com exceção da castanha embalada à vácuo com o valor de R$ 35 o quilo.
