
Do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – Mais próximo da Terra, o Cometa Lemmon poderá ser observado com lunetas comuns. A bola de neve cósmica esverdeada é difícil de ser vista a olho nu, mas imagens podem ser capturadas em longas exposições de câmera apontadas para o céu cerca de uma hora após o pôr do sol, de acordo com o Observatório Astronômico Nacional do Japão.
No domingo (19), observadores na região de Tokachi em Hokkaido conseguiram fotografar claramente o cometa perto da constelação da Ursa Maior no céu noroeste entre 17h30 e 19 horas.
O cometa, nomeado em homenagem ao observatório Mount Lemmon no Estado norte-americano do Arizona, onde foi descoberto durante uma pesquisa em janeiro, desenvolve uma órbita elíptica alongada ao redor do Sol.
Acredita-se que sua aproximação anterior tenha ocorrido há 1.300 anos, com sua próxima aproximação prevista para daqui a cerca de 1.100 anos.
Entre esta quinta-feira (23) e o dia 2 de novembro, o cometa aparecerá relativamente mais alto no céu por cerca de uma hora após o pôr do sol, tornando-o mais fácil de observar. Ele pode até ser vagamente visível a olho nu em áreas sem poluição luminosa e com céu limpo.
