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Caldeira, a fortaleza da alegria

23 de agosto de 2015 Sem categoria
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Estávamos na Copa do Mundo de 1962, era uma quinta-feira, o Sol estava de rachar os pés, mas fizemos um aquecimento para poder acabar o nervosismo e ouvir o Brasil estreando na Copa. Recolhemos as sandálias, que era o equivalente a uma joia de ouro e brilhante, pois acabávamos de jogar uma pelada na calçada da Santa Casa de Misericórdia. Rumamos todos para o Seu Araújo, proprietário do Bar Nossa Senhora dos Milagres. Ficamos na mesa do canto para ver tudo que pudesse acontecer na Rua José Clemente. Era refresco pra lá, era refresco pra cá, e nada do jogo começar. O bar e o nome foram herdados do Seu Antônio, quando passou para o Brasil Bar e, por muitos lustros, fez o melhor picolé e sorvete do Amazonas. A Cairu, do Pará, uma das melhores do mundo, deve ter aprendido a fazer sorvetes no Brasil Bar. O Seu Antônio, muito forte e parecido com o Johnny Weissmuller, torceu o braço do Sapo Podre, que queria nos bater, e passou a ser mais que o Tarzan para nós.

O Brasil fez 2×0 no México, e, aquele dia, no meio da semana, passou a ser uma segunda-feira gorda. O Seu Mesquita, dono da Fábrica Baré, acabou o trabalho, abriu os portões e distribuiu umas grades de guaraná. Aí a festa foi maior do que se esperava. Éramos todos lisos e devotos de Nossa Senhora dos Milagres. O Seu Mesquita passou a ser o nosso ídolo. No dia 2 de junho, um sábado, o Brasil jogou contra a espetacular Tchecoslováquia e não saiu do 0x0. Jogo embrulhado, e o Garrincha com ciúmes da Elza Soares. Desfeita a crise de ciúmes por Saldanha e Paulo Machado de Carvalho, Garrincha preparou-se para destruir a Espanha. A Espanha já era uma seleção mundial com Puskas, Canário, Gento e Di Sthephano. O craque argentino havia atrapalhado o quanto pudera, a trajetória de Didi, o melhor do mundo na Copa de 1958, na sua passagem pelo Real Madrid. Didi, malandro bom de chinfra, deixou as unhas crescerem e as amolou para alisar as meninas dos olhos do argentino Di Sthephano. O argentino soube e sentiu, por dias, uma grande indisposição gástrica. O Brasil ganhou da Espanha por 2×1, quarta-feira, e do canto do Bar do Araújo, vi o português Mesquita abrir a sua fábrica, e saímos, todos, correndo para aproveitar um pouco da briga de portugueses e espanhóis. O simpático portuga doou uns vinte tachos de refrigerantes para os brasileiros, e, eu, que havia me preparado para beber uns dez Grapettes, não consegui chegar ao final do segundo.

O Grapette era realmente uma uva.

Daí para o resto da Copa, a Fábrica Baré já era nossa e saíamos do Araújo, andando, direto para os deliciosos refrigerantes do portuga, carregando caramujos e bom-bocados da Confeitaria Avenida. O Arnaldo Russo, toda festa e fins de semanas, compra quarenta caramujos e diz que faz peruada.

Guaraná, Grapette e tudo que a Baré produzia, passou a ter gosto de vitória.

O ano de 1962 foi o Bi-Campeonato do Brasil na Copa do Mundo de futebol e o ano em que tomávamos consciência de que o Bar Nossa Senhora dos Milagres, uma santa portuguesa, reproduzida em tela pelo nosso Ignácio Evangelista, o Da Vinci da nossa turma, com estudo de Belas Artes no Rio, e que sempre esteve presente nas comemorações da turma, não era apenas um bar. Era muito mais que um clube ou uma igreja.

As outras três Copas do Mundo foram assistidas de dentro do bar do Seu Araújo, que passou para o Seu Antonio, marido da Dona Maria, todos portugueses, amigos e respeitadores. Só depois que a caldeira da Santa Casa explodiu e que vários amigos, ainda garotos, foram atingidos, e ficaram contundidos e entregues ao Departamento Médico dos clubes por quem torciam, é que tivemos a certeza que o Bar Nossa Senhora dos Milagres, hoje, Caldeira Bar, não é tão somente um patrimônio histórico mundial, graças ao Deputado Bosco Saraiva e ao Carbajal, dois craques, mas, com toda a certeza… A FORTALEZA DA ALEGRIA.

Roberto Caminha Filho, economista e nacionalino, também é caldeirense.

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Assuntos Caldeira Bar, Roberto Caminha Filho
Valmir Lima 23 de agosto de 2015
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